Garcia de Orta com 14 camas disponíveis e 30% ocupado por doentes covid

14 de Janeiro 2021

O Hospital Garcia de Orta (HGO) informou ontem que registou ao longo da quarta-feira um total de 155 infeções por Covid-19 entre os doentes do hospital. Destes 136 doentes estão internados em enfermaria, 18 em Unidade de Cuidados Intensivos e um doente está neste momento internado em Unidade de Hospitalização Domiciliária.

Estes doentes ocupam assim 136 camas das 155 disponíveis, que representam cerca 30% do total de 520 camas de agudos do hospital, que aumentou em quatro camas a sua capacidade no dia 8 de janeiro.

Para fazer face ao crescente número de camas necessárias, o HGO tem vindo a adotar uma série de medidas e prevê abrir uma nova unidade contentorizada de internamento e uma nova unidade destinada ao circuito externo para doentes respiratórios do Serviço de Urgência Geral.

O hospital investiu recentemente na criação de seis quartps individuais de pressão negativa no serviço de medicina interna (para doentes com e sem covid-19), aumentou os recursos humanos de UCI que ampliou através de obras no valor de 400 mil euros, transformou temporariamente a Unidade de Cirurgia de Ambulatório em UCI e está a reavaliar a Lista de Espera de Inscritos para Cirurgia com os Serviços Cirúrgicos, de modo a relançar a contratação de salas Cirúrgicas fora do hospital.

O comunicado enviado pelo hospital refere ainda que desde quarta-feira, dia 12, não tem sido possível transferir doentes com teste positivo à Covid-19.

Perante a situação, “O HGO continua a adotar medidas adicionais para responder à “pressão assistencial” que se mantém elevada nesta unidade hospitalar: transferiu doentes para o Norte do País, nomeadamente 5 doentes para a Unidade Local de Saúde de Matosinhos e 5 para o Centro Hospitalar Universitário do Porto. Foram também direcionados doentes para outros hospitais da Região de Lisboa que necessitavam de cuidados intensivos, no âmbito do funcionamento, em rede dos hospitais que tem sido assegurado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, refere o comunicado distribuído às redações.

Este Hospital tem sido um dos mais afetados na Região de Lisboa e Vale do Tejo pela pandemia com uma taxa de esforço constante na ordem dos 30% para fazer frente à pandemia, ao longo das últimas 10 semanas.

Atualmente “O HGO está para além do seu nível máximo do Plano de Contingência que previa inicialmente um total de 66 camas em enfermaria e 9 de cuidados intensivos, destinadas a doentes positivos para SARS-CoV-2”.

PR/HN/João Marques

 

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