ONUSIDA prepara nova estratégia mundial sobre VIH/SIDA

12 de Março 2021

Em comunicado, a ONUSIDA encoraja a participação do maior número possível de Estados membros da ONU e considera também que esta é uma grande ocasião para ouvir as vozes das organizações da sociedade civil, das pessoas que vivem com o VIH ou que correm o risco de se infetarem.

No próximo mês de junho, 40 anos após o primeiro diagnóstico de SIDA e 25 anos depois da criação da ONUSIDA, está prevista uma reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Uma nova declaração política irá guiar o caminho futuro da resposta ao VIH/ SIDA.

A Assembleia Geral das Nações Unidas vai realizar uma reunião de alto nível entre os dias 8 e 10 do próximo mês de junho. Neste encontro, serão analisados os progressos alcançados na redução do impacto do VIH desde a última reunião do mesmo género, realizada em 2016. Espera-se que a Assembleia Geral adote uma nova declaração política para orientar a futura resposta à SIDA. O encontro terá lugar no 40º aniversário do primeiro caso diagnosticado de SIDA e no momento em que a ONUSIDA celebra o seu 25º aniversário.

“Os líderes mundiais devem aproveitar a oportunidade apresentada por esta nova reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o VIH e a SIDA para manterem o foco e o empenho em acabar com a SIDA, enquanto ameaça à saúde pública, no quadro da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030”, afirmou a diretora executiva da ONUSIDA, Winnie Byanyima. “A epidemia de SIDA continua a ser um assunto inacabado. Deve terminar globalmente e para todas as pessoas, incluindo mulheres jovens, raparigas adolescentes e outras populações desproporcionadamente afetadas pelo VIH. O direito à saúde é para todos nós”.

De acordo com um comunicado da ONUSIDA, “os progressos no sentido de acabar com a epidemia de SIDA como uma ameaça à saúde pública até 2030 têm sido muito desiguais, e os objetivos globais para 2020 adotados na Declaração Política das Nações Unidas de 2016 sobre o fim da SIDA, não foram atingidos. Estigma e discriminação, marginalização e criminalização de comunidades inteiras e falta de acesso a cuidados de saúde, educação e outros serviços essenciais, continuam a alimentar a epidemia. Mulheres e raparigas na África subsariana e populações chave ( homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo, pessoas trans, utilizadores de drogas injetáveis e prisioneiros) são, em todos os cantos do mundo, as pessoas mais desproporcionadamente afetadas pela epidemia do VIH”.

A ONUSIDA está atualmente a trabalhar no desenvolvimento de uma nova estratégia global contra a SIDA para 2021-2026, a fim de incluir todos os interessados na resposta à SIDA. O projeto final desta estratégia será revisto ainda este mês pela Comissão de Coordenação do Programa da ONUSIDA. A nova estratégia global contra a SIDA incluirá novos alvos “para assegurar que ninguém fique para trás na resposta à SIDA, independentemente de onde vivem ou de quem são. Se estes objetivos forem alcançados, o número de novas infeções pelo VIH seria reduzido para 370.000 até 2025, e o número de pessoas que morrem de doenças relacionadas com a SIDA diminuiria para 250.000 até 2025”.

A ONUSIDA salienta, por outro lado, que “os ganhos já obtidos contra o VIH estão agora ameaçados pelas perturbações e desorganização causadas pela pandemia da Covid-19”. A Assembleia Geral das Nações Unidas “proporciona uma oportunidade para assegurar que o mundo de hoje reforce a resiliência da resposta à SIDA, se comprometa com uma rápida recuperação da Covid-19 e se baseie nas lições aprendidas, tanto da epidemia do VIH como da Covid-19, para criar sociedades e sistemas de saúde mais resilientes, prontos para enfrentar futuros desafios de saúde”.

“A resposta à SIDA ensinou-nos que a responsabilização global é fundamental para alcançar um progresso mais sustentado face ao impacto de ameaças à saúde como a Covid-19”, reforça Winnie  Byanyima. “Temos de trabalhar juntos a nível internacional para reduzir as desigualdades, entre e dentro dos países, e para reforçar a capacidade global de conter e derrotar os futuros desafios de saúde globais que ameaçam vidas e meios de subsistência em todo o mundo”.

Dadas as limitações impostas para travar a propagação da pandemia de Covid-19, ainda não foi decidido se a Assembleia Geral das Nações Unidas será presencial, virtual ou numa mistura de ambos os formatos.

Em comunicado, a ONUSIDA encoraja a participação do maior número possível de Estados membros da ONU e considera também que esta é uma grande ocasião para ouvir as vozes das organizações da sociedade civil, das pessoas que vivem com o VIH ou que correm o risco de se infetarem.

PR/HN/AO

 

 

 

 

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