Hoteleiros com propostas em Lisboa dizem que eleições não podem atrasar apoios

11 de Janeiro 2022

A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) entregou à Câmara de Lisboa uma série de propostas para apoiar os estabelecimentos hoteleiros da cidade e alertou que as eleições não podem servir para justificar os atrasos nos apoios ao setor.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação, Raul Martins, disse que a AHP entregou à autarquia da capital propostas para alívio de taxas, por exemplo, sendo que, ainda que originalmente a ideia fosse manter este alívio até março, com a nova vaga de covid-19 o dirigente associativo quer que sejam implementadas até junho.

“Em Lisboa, sem termos turistas, continuamos a pagar as mesmas taxas como se tivéssemos. Desde a recolha dos resíduos, até ao IMI ou proteção civil, taxa de ocupação do espaço público, entre outras. Precisamos que, face a esta quinta vaga, voltemos a ter isenção numa série de taxas”, destacou.

Para o presidente da AHP, são ainda precisas medidas de incentivo para o regresso dos turistas, destacando a possibilidade de transportes públicos gratuitos ou entradas grátis em espaços culturais.

Raul Martins deu ainda conta de outras medidas como “estender ao máximo a estadia das pessoas”, com um apoio para que fiquem uma terceira noite, com a ajuda da autarquia.

“Isso seria financiado pelas verbas disponíveis do fundo de turismo”, avançou, referindo que este fundo tem “disponibilidades atuais que serão superiores a 30 milhões de euros”.

“Toda esta verba que está disponível podia ser aplicada nesse apoio, uma vez que esse dinheiro veio do turismo e faria sentido que se utilizasse parte desse montante para estes subsídios a fundo perdido aos hotéis”, sublinhou, indicando que este apoio se manteria até ao momento em que houvesse 50% de ocupação.

O presidente da AHP referiu que estas propostas já foram colocadas à câmara e que presidente da autarquia, Carlos Moedas, “confirmou que estavam a preparar medidas de apoio mas não revelou quais. Só que o tempo passa”, alertou.

Raul Martins voltou a destacar que a linha de crédito, no valor de 150 milhões de euros, continua a não estar disponível e alertou ainda para a situação das moratórias, indicando que “neste momento há entidades hoteleiras com dívidas de capital já vencidas”.

Questionado sobre o impacto que as eleições legislativas, marcadas para 30 de janeiro, podem ter na disponibilização dos apoios, Raul Martins disse que “podem ser uma justificação”, mas realçou que o Governo está em funções.

“O Governo não está em campanha, os ministros estão em funções e queremos que cumpram as funções e olhem para a economia”, rematou.

NR/HN/LUSA

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Estudo Revela Alta Prevalência de FASD em Escolas da Suécia

Um estudo piloto realizado na Universidade de Gotemburgo revelou que 5,5% das crianças suecas do 4.º ano escolar apresentam distúrbios do espectro alcoólico fetal (FASD). A pesquisa indica que os defeitos congénitos causados pelo consumo de álcool durante a gravidez podem ser tão comuns na Suécia quanto em outros países europeus

Nathalie Cardinal von Widdern assume liderança da AstraZeneca Portugal

Nathalie Cardinal von Widdern é a nova Country President da AstraZeneca Portugal, integrando também a equipa de liderança regional. Com 17 anos de experiência, traz uma visão estratégica para consolidar a posição da empresa como parceira essencial do sistema de saúde e líder em inovação.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights