As detenções ocorreram em Eisenach (leste) e Rotenburg (sul) na sequência de rusgas a 61 casas em onze estados da Alemanha.
De acordo com Procuradoria, apesar das rusgas terem ocorrido em vários pontos da Alemanha, a investigação está concentrada sobretudo na Turíngia e começou em 2019, visando as organizações de extrema-direita Atomwaffen Division, Sonderkommando 1418 e Knockout 51.
Os investigadores consideram que um dos homens detidos hoje, e que foi identificado como “Leo R.”, é o líder da organização de extrema-direita Knockout 51, apontada como grupo criminoso que atua na zona de Eisenach.
O suspeito é também acusado de agressões e de alteração da ordem pública.
Os outros três detidos ocupavam cargos de liderança na mesma organização.
Segundo as autoridades judiciais federais, sob o pretexto de promover treinos em artes marciais, o grupo Knockout 51 atrai jovens nacionalistas para depois os radicalizar nas ideologias da extrema-direita.
Desde março de 2020, a organização Knockout 51 passou a aceitar “contratos” para agredir pessoas ligadas aos círculos políticos de esquerda e agentes da polícia, tendo promovido “patrulhas de vigilância” ilegais na região de Eisenach.
Os membros do grupo participaram também em manifestações contra as medidas governamentais que pretendiam evitar a propagação do Covid-19, envolvendo-se em confrontos com as autoridades.
Por outro lado, a operação de hoje visou igualmente 21 suspeitos de pertenceram ao grupo Combat 18 Deutschalnd, proibido pelas posições contra a Constituição.
Segundo a investigação, dez alegados suspeitos de formarem parte do grupo terrorista alemão Atomwaffen Division Deutschland também são alvo do mesmo processo.
Um dos objetivos do grupo Atomwaffen Division Deutschland, filial de uma organização fundada nos Estados Unidos, é provocar “uma guerra racial” através de atentados e assassinatos de políticos para depois estabelecer um governo “nacional-socialista” (nazi).
O Sonderkommando 1418 funciona em grupos de conversação na internet e tinha como objetivo captar seguidores, cometer atentados e “destruir o sistema democrático”, para instaurar um governo neofascista, de acordo com a Procuradoria.
Os quatro homens detidos vão prestar declarações hoje e quinta-feira, e depois um juiz de instrução vai decidir se permanecem em regime de prisão preventiva.
LUSA/HN
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