Monkeypox: Portugal com 241 casos confirmados de infeção

15 de Junho 2022

Portugal registou mais 10 casos de infeção pelo vírus Monkeypox, elevando para 241 o total de pessoas infetadas, todos homens que estão clinicamente estáveis, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a DGS, todas as infeções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.

A maior parte das infeções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, avançou a autoridade de saúde, que adianta ainda que os infetados pelo vírus se mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis.

Na terça-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o Comité de Emergência se vai reunir na próxima semana para avaliar se o surto de Monkeypox representa uma emergência internacional de saúde pública, face ao comportamento incomum do vírus e ao número de países com casos confirmados.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, esta avaliação do Comité de Emergência da OMS justifica-se pelo facto de o vírus “estar a comportar-se de uma forma incomum”, pelo crescente número de países com casos confirmados de infeção e ainda pela necessidade de uma resposta coordenada, tendo em conta a dispersão geográfica que a doença regista atualmente.

Desde o início do ano, a OMS já registou mais de 1.600 casos confirmados de Monkeypox em 39 países, incluindo 32 países que não tinham registado de surtos da doença, entre os quais Portugal.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar em poucas semanas da doença.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para uma erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta cai, a pessoa infetada deixa de ser infecciosa.

LUSA/HN

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