A mudança de política foi analisada na quarta-feira à noite e pormenorizada hoje pelo ministro da Saúde, Joe Phaahla, após dias de especulação no país sobre o assunto.
“Hoje é um dia histórico, porque atingimos um ponto de viragem desde o surto da covid-19, no mundo e no país”, disse Phaahla.
A decisão de levantar as últimas restrições sanitárias – as outras tinham sido levantadas até ao final de março – foi tomada depois de se terem notado as consequências ligeiras da última vaga de infeções no país (entre abril e junho).
“A covid-19 não desapareceu, ainda está connosco, mas somos mais fortes do que antes, especialmente com a vacinação”, disse o ministro.
Além de eliminar a utilização obrigatória de máscaras faciais nos espaços interiores e os requisitos sanitários para a entrada no país, o levantamento das restrições inclui também as últimas medidas de limitação de capacidade.
Apesar do otimismo sobre a situação da Covid-19, a África do Sul tem apenas um terço da sua população vacinada.
No entanto, estima-se que os níveis de proteção contra infeções anteriores entre a população sul-africana sejam elevados, de acordo com inquéritos de anticorpos, com um grande volume de casos não registados.
Os números oficiais colocam o total de infeções no país em quase quatro milhões, com pouco mais de 100.000 mortes, fazendo da África do Sul a nação africana mais duramente atingida pela pandemia.
Na mesma conferência de imprensa, o ministro da Saúde informou que a África do Sul detetou o seu primeiro caso local de Monkeypox num homem de 30 anos, sem registo de viagens ao estrangeiro.
LUSA/HN
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