PR condecora Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa com Ordem Militar de Cristo

29 de Junho 2022

O Presidente da República condecorou hoje a Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa com as insígnias de Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo, nos 200 anos daquela instituição, que foi “pioneira em praticamente tudo”.

Discursando no encerramento da sessão comemorativa dos 200 anos da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recordou uma instituição que foi “pioneira em praticamente tudo na sociedade portuguesa”, mas a última condecoração que recebeu foi há quase um século, ainda do tempo “da República Liberal em vésperas de ditadura”.

“Passaram desde 1925 até 2022 praticamente 100 anos de serviço a Portugal. Encontrei uma solução que foi a de (…) encontrar outra das antigas ordens militares que é também é marcante pela ideia de serviço público, que é a Ordem Militar de Cristo”, sustentou o Presidente da República.

A sociedade foi “pioneira nos prémios – o Prémio Pfizer -, é pioneira na ponte entre a academia e todas as realidades que tocam à saúde em Portugal, é pioneira na mobilização dos maiores nomes quer da academia, quer da prática clínica, quer da investigação, com prestígio nacional e internacional”, completou o Presidente, considerando que se justifica que seja contemplada com estas insígnias.

A presidente da sociedade, Maria do Céu Machado, tinha recordado no seu discurso que o pai de Marcelo Rebelo de Sousa, Baltasar Rebelo de Sousa, médico de profissão e governante durante o período do Estado Novo tinha recebido uma medalha por ocasião dos 150 da instituição.

Cinquenta anos depois foi o filho, na qualidade de Presidente da República, a receber a mesma distinção.

Fazendo um paralelismo entre aquela época e o presente, Marcelo Rebelo de Sousa disse que hoje, mais do que nunca, é importante que a Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e outras instituições tenham uma “visão global”, que acompanhe a evolução do país, contrária à “banda estreita que foi dominante na academia e, em certos aspetos, ainda está muito presente”.

Assumindo-se como um “hipocondríaco académico” que é jurista, mas gostava de ter sido médico, o Presidente da República ironizou que não precisou de um profissional de saúde para tratar a rouquidão com que está: “Receitei-me a mim mesmo”.

LUSA/HN

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