Nível de escolaridade influencia escolha de alimentação saudável

10 de Julho 2022

O nível de escolaridade dos indivíduos parece ter uma influência positiva na escolha de alimentos saudáveis, principalmente em países de baixo rendimento, de acordo com uma nova investigação que examina os dados nutricionais europeus.

Utilizando dados nacionais de 27.334 indivíduos de 12 países europeus, investigadores da Universidade de Leeds, em colaboração com a Região Europeia da Organização Mundial da Saúde para a Europa (OMS Europa), analisaram as interações entre o status socioeconómico, educação e alimentação.

O estudo, publicado no “PLOS ONE”, mostra pela primeira vez que um nível de escolaridade mais alto parece ter um efeito mitigador sobre a dieta mais pobre nos países europeus de baixo rendimento. À medida que o nível de educação individual aumenta, as opções por uma alimentação saudável também são maiores.

A má alimentação, associada a doenças não transmissíveis, como obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares, constitui um dos grandes problemas de saúde em toda a Europa. Em 2018, 59% dos adultos na Região Europeia da OMS tinham excesso de peso ou obesidade. As doenças não transmissíveis são a principal causa de morte, doença e incapacidade na Região.

A autora principal do estudo, Holly Rippin, refere que “o nosso estudo mostra que o rendimento per capita e a qualidade da alimentação parecem estar relacionados. A educação pode proteger contra alguns dos efeitos
negativos, a longo prazo, da má nutrição na saúde das populações”.

A co-autora do estudo, Janet Cade, professora de Epidemiologia Nutricional e Saúde Pública da Universidade de Leeds, acrescenta: “Este foi um grande esforço de colaboração no qual participaram 12 países europeus. Esperamos que os políticos utilizem estas informações para melhorar, no futuro, a sua atuação nesta área e particularmente nos grupos mais vulneráveis”.

Wiley/AO

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