População do sul do distrito de Bragança com apoio mais próximo na saúde mental

13 de Abril 2023

A população do sul do distrito de Bragança tem agora uma resposta mais próxima na área da saúde mental, com uma equipa profissional destinada aos cerca de 50 mil habitantes de cinco concelhos.

A informação foi divulgada hoje pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, que dá a conhecer, em comunicado, a nova Equipa Comunitária de Saúde Mental para a população adulta do Tua e Sabor (ECSM-PA Tua-Sabor).

A equipa é “constituída por profissionais de diferentes áreas, nomeadamente dois médicos especialistas em psiquiatria, dois enfermeiros, um dos quais especialista em saúde mental, um psicólogo clínico, um técnico superior de serviço social, um técnico superior de terapia ocupacional e um assistente técnico.

“Esta equipa multidisciplinar reforça assim a prestação de cuidados na área da saúde mental no sul do distrito de Bragança”, salienta a ULS do Nordeste, a entidade responsável pelos cuidados de saúde no distrito de Bragança.

Os profissionais estão no terreno, segundo a Unidade Local de Saúde, desde “o final do ano passado” e já acompanham “cerca de 40 doentes com doença mental grave, pretendendo, ao longo deste ano, alargar a sua intervenção, prevendo duplicar o número de doentes em tratamento e acompanhamento na comunidade atendendo às necessidades da população”.

A par do reforço da resposta na área da saúde mental, que se concentrava sobretudo na capital de distrito, a nova equipa “permite uma intervenção de proximidade focada na prevenção e no tratamento, tendo em conta o contexto onde as pessoas vivem”.

A ULS do Nordeste refere que “garante assim uma resposta de proximidade mais abrangente às pessoas que vivem com problemas de saúde mental, assegurando o tratamento na comunidade, em articulação com outros profissionais de saúde e outros níveis de cuidados, contribuindo assim para a redução do estigma frequentemente associado à doença mental”.

O coordenador da ECSM-PA Tua-Sabor, Nélson Couto, citado no comunicado, realça que a equipa “assegura o seguimento prioritário a pessoas com doença mental grave, realizando a gestão de casos destes doentes e prestando cuidados colaborativos junto dos cuidados de saúde primários no seguimento de pessoas com doença mental comum”.

Garante ainda que, “quer doentes, quer famílias, têm fácil acesso ao contacto com os profissionais da equipa”.

Ao nível da intervenção, o coordenador destaca a “psicoterapia e o acompanhamento psicológico individual, as terapias e intervenções de grupo, as visitas domiciliárias, as intervenções comunitárias centradas no utente, bem como a articulação com outras estruturas comunitárias na prevenção da doença e na reabilitação psicossocial”.

Esta equipa tem como principais objetivos “a redução de hospitalizações das pessoas com doenças mentais graves, a prevenção do suicídio e o aumento da qualidade de vida”.

A equipa, como explica, “funciona no modelo de terapeuta de referência, sendo que cada doente terá um Programa Individual de Cuidados (PIC), elaborado de acordo com as suas principais necessidades, e um Programa de Prevenção de Recaídas (PPR), visando identificar precocemente situações de agravamento da doença”.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Guadalupe Simões: Quantidade de atos “não se traduz em acompanhamento com a qualidade e segurança que qualquer pessoa deverá exigir”

Esta sexta-feira, Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, criticou a escolha do Governo de pagar pela quantidade de atos. “Quando o Governo diz que dá incentivos ou que dá suplementos financeiros se fizerem mais intervenções cirúrgicas, se tiverem mais doentes nas listas, se operarem mais doentes no âmbito dos programas do SIGIC, se, se, se, está sempre a falar de quantidade de atos, que não se traduz em acompanhamento das pessoas com a qualidade e segurança que qualquer pessoa deverá exigir”, explicou ao HealthNews.

Guadalupe Simões: “Reunião apenas serviu para o Ministério da Saúde promover essa chantagem tentando que nós suspendêssemos a greve”

A reunião entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e o Ministério da Saúde “correu muito mal”. Na quinta-feira, “o Ministério da Saúde procurou chantagear o sindicato dizendo que só negociava se a greve fosse suspensa”, contou ao HealthNews Guadalupe Simões, dirigente do SEP, que, por esse motivo, pelos enfermeiros, pelos doentes e pelo SNS, espera que haja uma forte adesão à greve nacional de 2 de agosto.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights