Vila de Rei reivindica cuidados de saúde no Centro Hospitalar do Médio Tejo

17 de Abril 2023

A Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovou, por unanimidade, uma moção, através da qual reivindica o acesso aos cuidados de saúde no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), evitando que a população se desloque 90 quilómetros até Castelo Branco.

A moção a que a agência Lusa teve hoje acesso, relativa à “Referenciação de utentes para Castelo Branco”, foi apresentada pelo grupo municipal do PSD, que reivindica “a urgência na resolução de todos os procedimentos necessários, de modo que os vilarregenses não sejam obrigados a percorrer 90 quilómetros para Castelo Branco, quando podem percorrer 25 quilómetros, no acesso aos cuidados de saúde mencionados [CHMT]”.

Em causa, está o facto da Rede de Referenciação Hospitalar em Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia do CHMT não abranger o concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco.

Neste âmbito, o município de Vila de Rei já efetuou uma exposição, no sentido de efetivar essa integração, de modo que a população tenha acesso a estes cuidados de saúde, no CHMT, sem qualquer resultado até ao momento.

A própria Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo realizou também uma exposição, através da qual corrobora os argumentos apresentados pelo Câmara de Vila de Rei.

O documento realça ainda que em setembro de 2013 foi realizada uma proposta de resolução para a referenciação hospitalar dos utentes do concelho de Vila de Rei.

Esta proposta foi feita pelos presidentes dos Conselhos Diretivos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e da Administração Regional de Saúde do Centro, na qual se propunha o acesso à consulta hospitalar e serviços de urgência para os utentes do concelho de Vila de Rei no CHMT.

O mesmo foi homologado pelo então secretário de Estado da Saúde a 27 de setembro de 2013.

“Em face do exposto, bem como dos repetidos testemunhos que temos recebido, é com profunda indignação que assistimos ao facto de várias utentes vilarregenses terem sido encaminhadas para o hospital de Castelo Branco para a realização de exames, bem como consultas de encaminhamento durante a gravidez”, lê-se na moção.

Deste modo, a Assembleia Municipal de Vila de Rei apela para que seja respeitado a proposta de resolução homologada pelo secretário de Estado da Saúde em 2013 e que “o Governo determine de uma vez por todas, com a força de Lei, a referenciação dos nossos utentes para o Centro Hospitalar do Médio Tejo”.

“Aquilo que aos olhos dos vilarregenses é da mais elementar justiça, e até razoabilidade não o é aos olhos de quem gere a saúde no nosso país”.

A moção, depois de aprovada, foi enviada para os corpos diretivos do CHMT, Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, Administrações Regionais de Saúde do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde, Comissão da Saúde da Assembleia da República e grupos parlamentares.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Médicos em greve geral contra reforma laboral e colapso do SNS

A Federação Nacional dos Médicos junta-se ao protesto nacional de 11 de dezembro, acusando o governo de promover uma reforma que precariza o trabalho e agrava a degradação do Serviço Nacional de Saúde, com consequências diretas nos cuidados aos utentes

O lenhador, o aprendiz e o médico do trabalho

José Patrício: Médico Especialista em Medicina do Trabalho e em Medicina Nuclear, com formação e competência em Avaliação do Dano na Pessoa e Curso de Técnico de Segurança no Trabalho. Candidato pela Lista A ao Colégio de Medicina do Trabalho, encabeçada por Carlos Ochoa Leite. Conta com 20 anos de experiência clínica e 10 anos de atividade em Investigação e Desenvolvimento como Gestor Médico no Departamento de I&D da BIAL. É Diretor Clínico de serviços externos e internos de Medicina do Trabalho.

Doentes urgentes esperam hoje mais de 14 horas no Amadora-Sintra

Os doentes classificados como urgentes que procuram o Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca, em Amadora-Sintra, enfrentam atualmente tempos de espera superiores a 14 horas para a primeira observação médica, de acordo com dados do portal do SNS consultados esta manhã. 

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights