Covid-19: OMS alerta para aumento de hospitalizações em dezembro

10 de Janeiro 2024

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje para o aumento em dezembro das hospitalizações e internamentos em cuidados intensivos de doentes com covid-19, pedindo aos países que mantenham a vigilância sobre um vírus que continua a matar.

“Embora a covid-19 já não seja uma emergência de saúde pública internacional, o vírus [SARS-CoV-2, que causa a covid-19] continua a circular, a mudar e a matar”, afirmou em conferência de imprensa o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, assinalando que em dezembro foram reportados quase dez mil óbitos, bem como aumentos de 42% nas hospitalizações e de 62% nos internamentos em cuidados intensivos face a novembro.

Os números, segundo a OMS, pecam por defeito, uma vez que se trata de dados comunicados por menos de 50 países, a maioria localizados nos continentes europeu e americano.

“É certo que também há aumentos em outros países que não estão a ser reportados”, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhando que as cerca de 10 mil mortes registadas em dezembro, apesar de estarem longe do pico da pandemia, não são aceitáveis.

De acordo com a OMS, houve um aumento da transmissão do vírus, potenciado pelos encontros de família durante as festividades do Natal e Ano Novo e pela circulação da nova variante JN.1, a mais comum atualmente no mundo.

Ghebreyesus reiterou o apelo aos países para que continuem a vigiar e a sequenciar geneticamente o SARS-CoV-2 e a assegurar o acesso a testes, tratamentos e vacinas para as suas populações.

Dirigindo-se às pessoas, o diretor-geral da OMS instou a vacinarem-se se pertencem a grupos de risco, a usarem máscara onde seja necessário e a frequentarem espaços interiores bem ventilados.

A covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, um tipo de vírus detetado inicialmente em 2019 na China e que assumiu várias variantes e subvariantes, umas mais contagiosas do que outras.

Desde maio passado a doença deixou de ser uma emergência de saúde pública internacional.

LUSA/HN

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