Esta é a conclusão de um estudo publicado na revista “Eye”, que contou com o contributo de optometristas portugueses e da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), Entidade de Utilidade Pública. Este estudo estima que, anualmente, cerca de 100 mil pessoas desenvolvam cataratas, e os dados atuais do Serviço Nacional de Saúde indicam que 64 mil pessoas estão em lista de espera para cirurgia na especialidade de oftalmologia. É um aumento de 5 mil pessoas relativamente ao mês anterior naquela que é a maior lista de espera do Serviço Nacional de Saúde.
“O número de pessoas com catarata e as conclusões deste estudo revelam a necessidade de alocar mais recursos e mais bem direcionados de forma a aumentarmos a capacidade global para a cirurgia da catarata”, afirma Raúl de Sousa, presidente da APLO e um dos optometristas portugueses que participou no estudo. “Isto implica uma equipa multidisciplinar e integração para a saúde da visão, potenciado a formação especifica e de excelência que existe em Portugal, para lidar com a deficiência visual e cegueira evitável, atempadamente.”
As cataratas surgem devido a um processo degenerativo das células do cristalino. Isto pode ocorrer por vários motivos: avanço da idade, fatores congénitos, ou seja, a catarata que está presente desde o nascimento, e a existência de outras doenças como diabetes ou glaucoma. Existem ainda outros fatores que podem contribuir para o surgimento das cataratas, como traumatismos oculares, tabagismo, consumo de álcool e défices nutricionais.
O único tratamento da catarata que existe é a cirurgia, que permite reverter a situação. A cirurgia remove a catarata, que é substituída por uma lente transparente, permitindo que a luz atravesse sem dificuldade e volte a criar uma imagem nítida na retina.
“Coincidindo com a celebração do Dia Mundial de Optometria, 23 de março, é o momento apropriado para um agradecimento especial aos 1.557 Optometristas Portugueses, pela sua dedicação e serviço ao País no combate à deficiência visual e cegueira evitável. São responsáveis por ano em mais de 2 milhões de consultas e mais de 10 mil de declarações optométricas para a obtenção/renovação para a carta de condução. E como tal, representam um pilar essencial na qualidade da saúde da visão da população do território português. Com o contributo para estes estudos, lutam por um mundo onde todos possam usufruir de mais e melhores cuidados para a saúde da visão”, sublinha o comunicado da APLO.
Pode aceder ao estudo aqui.
PR/HN
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