Mais de 50 milhões de vidas foram salvas em África graças às vacinas

25 de Abril 2024

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou na quarta-feira que 51,2 milhões de vidas foram salvas em África nos últimos 50 anos graças às vacinas e por cada criança salva neste período foram ganhos 60 anos de vida.

“Estas realizações foram possíveis no âmbito do Programa Alargado de Vacinação (PAV)”, uma iniciativa da OMS, lançada em 1974, num “esforço global” para garantir o acesso equitativo a vacinas que salvam vidas a todas as crianças, independentemente da sua localização geográfica ou estatuto socioeconómico, revela aquela organização num comunicado a propósito da divulgação do relatório que contém os novos dados.

O relatório, que avalia o impacto das vacinas para salvar vidas, foi divulgado na quarta-feira, precisamente no início da Semana Africana da Vacinação e da Semana Mundial da Imunização deste ano, que decorre de 24 a 30 de abril sob o tema “Salvaguardar o nosso futuro: Humanamente Possível”.

Com o apoio da OMS, da UNICEF, da Aliança das Vacinas Gavi e de outras entidades, atualmente a maioria dos países de África recebe antigénios para 13 doenças evitáveis por vacinação. No início do PAV, a região recebia antigénios apenas para seis doenças.

Segundo a OMS, a vacinação permitiu a redução em 15 milhões do número de mortes por sarampo nos últimos 22 anos. E o continente também assistiu a uma quebra acentuada das mortes por meningite de até 39% em 2019 em comparação com 2000.

Além disso, “o tétano materno e neonatal foi quase eliminado na região e, num feito histórico de saúde pública, a região africana foi declarada livre do poliovírus selvagem autóctone em 2022, após anos de trabalho incansável para proteger todas as crianças do vírus”, adianta a organização no comunicado.

“Da prevenção à erradicação da doença, a história de sucesso das vacinas é convincente. Milhões de pessoas estão hoje vivas e saudáveis graças à proteção que as vacinas oferecem”, afirmou Matshidiso Moeti, Diretor Regional da OMS para África, citado na nota.

“Hoje celebramos os avanços monumentais que os governos e os parceiros fizeram em toda a África nos últimos cinquenta anos para garantir que muitas mais crianças no continente vivam para além do seu quinto aniversário graças à vacinação,” afirmou a Diretora Regional da UNICEF para a África Oriental e Austral, Etleva Khadilli.

“As crianças que não são vacinadas, ou que o são em número insuficiente, provêm frequentemente de comunidades que não dispõem de todos os serviços sociais. Temos de concentrar os nossos esforços em encontrá-las e garantir que recebem as vacinas que salvam vidas e outros serviços de que necessitam. Juntos, com os líderes e as comunidades, podemos tornar isto numa realidade”, afirmou, por seu turno, Gilles Fagninou, Diretor Regional da UNICEF para a África Ocidental e Central, também citado na nota.

Por outro lado, o lançamento de novas vacinas, como a primeira contra a malária, e a expansão das existentes, como a que protege contra a principal causa de cancro do colo do útero, também dão às gerações futuras em África “a oportunidade de prosperar”, salienta a OMS.

LUSA/HN

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