Uma investigação realizada por cientistas da Universidade de Aveiro, em colaboração com o CIIMAR, CBQF – Universidade Católica Portuguesa, GreenCoLab e Necton, revelou que a microalga Dunaliella salina, produzida em Portugal, tem propriedades promissoras no combate à inflamação e à diabetes tipo 2. Este estudo integra o projeto Vertical Algas, parte do Pacto da Bioeconomia Azul.
Nos testes laboratoriais, os investigadores verificaram que o extrato lipídico da Dunaliella salina bloqueia a enzima COX-2, associada a processos inflamatórios no corpo humano. Além disso, o extrato demonstrou uma capacidade significativa de inibir a enzima α-glucosidase, responsável pela digestão de açúcares. Esta ação pode reduzir os picos de glicemia após as refeições, oferecendo um suporte natural para o controlo da diabetes tipo 2.
A microalga também se destacou pela sua potente ação antioxidante, essencial para combater radicais livres que contribuem para o envelhecimento e diversas doenças. Os cientistas acreditam que os compostos bioativos presentes na Dunaliella salina podem ser usados no desenvolvimento de suplementos nutricionais e alimentos funcionais.
O estudo reforça a relevância das microalgas como alternativas sustentáveis aos suplementos sintéticos convencionais. Com benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios, estas descobertas alinham-se com a crescente procura por soluções naturais e ecológicas na área da saúde.
Os resultados serão apresentados no 1.º Congresso Internacional da Biotecnologia das Algas, que ocorrerá em Lisboa entre 9 e 11 de abril. Este evento reunirá especialistas e empresas para discutir avanços científicos e aplicações biotecnológicas das algas em setores como alimentação e cosmética.
PR/HN/MM
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