SEF deteta 15 comprovativos de testes falsificados

SEF deteta 15 comprovativos de testes falsificados

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o SEF explica que, na mesma operação, também apreendeu um documento de identificação falso e que o caso se verificou no sábado, no âmbito da reposição do controlo de fronteiras com Espanha.

“Os 15 cidadãos, de nacionalidade portuguesa e estrangeira, com idades compreendidas entre os 19 e os 63 anos, a trabalhar em vários países europeus, foram intercetados pelos inspetores do SEF depois de terem efetuado uma manobra suspeita com a viatura onde seguiam”, começa por referir o SEF.

De acordo com a informação, ao apresentarem os documentos de identificação, as pessoas em causa mostraram também “comprovativos de teste à covid-19 com indícios grosseiros de falsificação”, o que foi posteriormente confirmado pelo laboratório.

Por este motivo, os cidadãos foram constituídos arguidos e notificados para comparência no Departamento de Investigação e Ação Penal de Chaves, na segunda-feira.

O SEF também acrescenta que um dos cidadãos foi detido por ter exibido um documento de identificação falso e que será presente para primeiro interrogatório no mesmo tribunal.

As fronteiras com Espanha estão fechadas desde 31 de janeiro devido à pandemia de covid-19, sendo apenas permitida a circulação entre os dois países nos 18 pontos de passagem autorizados.

No dia 06 de abril, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que o controlo de pessoas nas fronteiras terrestres e fluviais entre Portugal e Espanha vai manter-se enquanto for “estritamente necessário”, devido à pandemia da covid-19, sem avançar datas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.929.563 mortos no mundo, resultantes de mais de 135,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.916 pessoas dos 827.494 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

França classifica compra de vacina russa por Berlim como “golpe de comunicação”

França classifica compra de vacina russa por Berlim como “golpe de comunicação”

“Há uma campanha eleitoral que começa na Alemanha (tendo em vista as eleições legislativas de setembro). Isso também explica que haja muita agitação. Acredito que seja um golpe de comunicação, o que lamento”, declarou Clément Beaune num programa “Le Grand Jury” dos meios RTL/Le Figaro/LCI.

“Mandar sinais [..] que dão a impressão de que há doses no frigorífico e que não são usadas, tudo isso não é responsável e não é muito sério”, acrescentou.

Na quinta-feira, investigadores russos anunciaram que a Rússia começou “discussões” com representantes do Governo alemão para a venda da vacina Sputnik V contra a doença covid-19.

Numa mensagem na rede social Twitter, os investigadores e autores da vacina adiantaram que o Fundo Soberano da Rússia (RDIF), que financiou o desenvolvimento do fármaco, deu início às negociações com Berlim para “um contrato de aquisição antecipado” da Sputnik V.

A agência noticiosa France-Presse (AFP) observa que as negociações de Berlim com Moscovo estão a decorrer sem esperar “luz verde” da União Europeia (UE) e apesar das reservas que a vacina russa continua a suscitar na Europa.

Horas antes das declarações dos investigadores russos, o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, anunciou a intenção de dialogar com as autoridades russas sobre o assunto.

Spahn justificou a decisão de a Alemanha avançar sozinha devido à recusa da Comissão Europeia em negociar em nome dos 27 a compra da Sputnik V, ao contrário do que fez com outras vacinas contra a doença covid-19.

“Expliquei, em nome da Alemanha, ao Conselho de Ministros da Saúde da UE que discutiríamos bilateralmente com a Rússia, antes de mais nada, para saber quando e que quantidades poderiam ser entregues”, indicou Spahn à rádio pública regional WDR.

Recentemente, também o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, criticou a Rússia por fazer da vacina uma “ferramenta de propaganda” no mundo.

Por seu lado, o comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, conhecido como o “Senhor Vacina”, foi muito reservado sobre a utilidade para a UE, do ponto de vista industrial, recorrer a vacinas chinesas ou russas, que não seriam produzidas e entregues com a rapidez necessária.

“Será que eles nos vão ajudar a atingir a nossa meta de imunização da [população] até ao verão de 2021? Receio que a resposta seja não”, afirmou Breton.

Segundo as autoridades alemãs, qualquer entrega da Sputnik V, porém, continua sujeita à “luz verde” da Agência Europeia de Medicamentos.

LUSA/HN

Pandemia já matou 2.929.563 pessoas em todo o mundo

Pandemia já matou 2.929.563 pessoas em todo o mundo

Mais de 135.360.240 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, indica o relatório diário da AFP, referindo que a grande maioria dos doentes recupera da doença covid-19, mas uma parte ainda mal avaliada mantém os sintomas durante semanas ou até meses.

Os números divulgados pela AFP são baseados em relatórios comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e excluem revisões feitas por agências de estatística, como na Rússia, Espanha e Reino Unido.

No sábado, 12.860 novas mortes e 703.283 novos casos foram registados em todo o mundo, verificando-se que os países que contabilizaram o maior número de novas mortes nos seus relatórios mais recentes são o Brasil, com 2.616 novas mortes, México (2.192) e Índia (839).

No global, os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 561.783 mortes para 31.151.493 casos de infeção pelo novo coronavírus, de acordo com os dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 351.334 mortes e 13.445.006 casos, o México, com 209.212 mortes e 2.278.420 casos, a Índia, com 169.275 mortes e 13.358.805 casos, e o Reino Unido, com 127.080 mortos e 4.368.045 casos.

Entre os países mais atingidos, a República Checa é o que apresenta o maior número de mortes em relação à população, com 260 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela Hungria (240), Bósnia (222), Montenegro (217) e Bulgária (206), avança o balanço da AFP.

Hoje, às 10:00 GMT, a Europa totalizava 995.904 mortes para 46.239.235 casos, América Latina e Caraíbas 829.491 mortes (26.155.031 casos), Estados Unidos e Canadá 585.064 mortes (32.202.350 casos), Ásia 284.283 mortes (19.440.404 casos), Médio Oriente 118.368 mortes (6.940.672 casos), África 115.448 mortes (4.342.503 casos) e Oceânia 1.005 mortes (40.053 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de triagem e rastreamento melhoraram, levando a um aumento nas contaminações declaradas.

No entanto, o número de casos diagnosticados da covid-19 reflete apenas uma fração do total real de contaminações, com uma grande proporção dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados.

Esta avaliação foi realizada utilizando dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Devido a correções feitas pelas autoridades ou publicação tardia dos dados, os números do aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados na véspera.

LUSA/HN

Papa diz que partilhar e ajudar “não é comunismo, mas sim cristianismo puro”

Papa diz que partilhar e ajudar “não é comunismo, mas sim cristianismo puro”

Durante a Missa do Domingo da Misericórdia, o pontífice falou da aparição de Jesus da Nazaré ressuscitado aos seus discípulos, desanimados pela morte do mestre e atemorizados pela perseguição, uma presença que mudou as suas vidas e os fez partilhar tudo.

“Só acolhendo o amor de Deus podemos dar algo de novo ao mundo. Vemos isso na primeira leitura. Os Atos dos Apóstolos dizem-nos que ‘ninguém considerava os seus bens como sendo seus, todas as coisas eram mantidas em comum’. Não é comunismo, é cristianismo na sua forma mais pura”, sublinhou o papa.

E acrescentou: “É ainda mais surpreendente se pensarmos que esses mesmos discípulos pouco tempo antes tinham discutido sobre recompensas e honras, sobre quem era o maior entre eles”.

Francisco explicou que os discípulos abraçaram a misericórdia e entregaram-se a outros que sentiram o mesmo sobre o seu mestre, que perdoou as suas dúvidas.

“Eles viram nos outros a mesma misericórdia que tinha transformado as suas vidas. Descobriram que tinham em comum a missão, o perdão e o Corpo de Jesus; partilhar os bens terrenos era uma consequência natural”, disse.

Na sua homília, baseada na exigência de misericórdia para com os cristãos, o papa convidou os fiéis a refletirem sobre se se “curvam perante as feridas dos outros”, os problemas dos outros.

“Não fiquemos indiferentes. Não vivamos uma fé sem convicção, que recebe mas não dá, que acolhe o presente mas não se torna um presente (…). Porque se o amor acaba em nós mesmos, a fé seca num intimismo estéril. Sem outros, torna-se desencarnado. Sem obras de misericórdia, morre”, insistiu.

A missa, celebrada na Igreja do Espírito Santo em Sassia, a poucos metros da Praça de São Pedro, contou com a presença de cerca de 80 pessoas ligadas a obras de misericórdia, com distância de segurança e usando máscaras, para evitar contágios pelo novo coronavírus.

Entre os presentes encontravam-se uma família de migrantes da Argentina, jovens refugiados sírios, nigerianos e egípcios, voluntários da Cáritas, um grupo de detidos, algumas enfermeiras, deficientes e freiras das Irmãs Hospitaleiras da Misericórdia, entre outros.

Francisco oficializou assim a homília do Domingo da Misericórdia, uma semana após a Páscoa, instituída por João Paulo II em 1992, na sequência das visões da freira e santa polaca irmã Faustina Kowalska, que assegurou que Jesus Cristo lhe tinha pedido que o fizesse.

No ano passado, a missa esteve sem fiéis neste mesmo templo, porque Itália atravessava o pior momento da pandemia.

LUSA/HN

Índia quer imunizar o maior número de pessoas em quatro dias face ao aumento de casos

Índia quer imunizar o maior número de pessoas em quatro dias face ao aumento de casos

O plano anunciado pelo governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pretende acelerar os esforços para imunizar os maiores de 45 anos e os profissionais de saúde e de primeira linha.

A urgência de aumentar a velocidade da vacinação surge quando se regista uma segunda vaga de infeções, muito mais rápida, que ultrapassou o pico da pandemia que este país com mais de 1,3 mil milhões de habitantes atravessou em setembro de 2020, quando atingiu 100 mil casos num dia.

De acordo com dados do Ministério da Saúde indiano, o país contabilizou hoje 152.879 novas infeções e totaliza de 13,35 milhões de casos, o maior acumulado atrás dos Estados Unidos e do Brasil.

No último dia, o país registou 839 mortes de pessoas infetadas com o novo coronavírus, subindo o número total de mortes para 169.275 em pouco mais de um ano.

O programa de vacinação “Tika Utsav” será executado até 14 de abril em todo o país e abrangerá apenas as pessoas dentro dos grupos elegíveis.

Em comunicado, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, classificou o programa como “o início da segunda grande guerra contra o coronavírus” e frisou que os objetivos passam por abranger o maior número de pessoas e avançar para “zero desperdício de vacinas”.

No sábado, a Índia atingiu a marca de mais de 100 milhões de doses administradas em 85 dias de vacinação, após várias iniciativas para aumentar os números no menor tempo possível.

Segundo as autoridades, este é o primeiro país a atingir mais rapidamente a marca de 100 milhões de vacinas, superando os Estados Unidos e a China, que forneceram 100 milhões em 89 dias e 103 dias, respetivamente.

No entanto, as autoridades estão contra o prazo definido para atingir a meta de atender 300 milhões de pessoas até ao mês de julho, dado que isso implicaria imunizar, no mesmo período de tempo, o dobro das pessoas vacinadas até agora.

Estes planos surgem numa altura em que há relatos de várias regiões do país sobre a falta de vacinas, o que tem levado ao encerramento de alguns centros, apesar de a Índia ser um dos poucos que é autossuficiente em vacinas.

A Índia está usar duas vacinas que produz no seu território: a Covishield, da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, e Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

A Serum Institute of India (SII), maior fabricante de vacinas do mundo, está a produzir entre 60 e 65 milhões de doses de Covishield por mês e até agora já entregou 100 milhões de doses ao Governo indiano e exportou outros 60 milhões, segundo explicou o diretor executivo da SII, Adar Poonawalla.

A Bharat Biotech, que se comprometeu com uma entrega inicial de seis milhões de doses em janeiro, não especificou, até agora, o número de vacinas que já entregou.

Apesar de o Ministério da Saúde da Índia ter negado categoricamente a falta de vacinas, os estados de Maharashtra, Punjab e Rajasthan relataram um número limitado de doses e o encerramento de vários centros.

“Punjab tem apenas capacidade para mais cinco dias nos níveis atuais de vacinação, entre 85.000 e 90.000 pessoas por dia”, disse o líder do estado de Punjabi, Amarinder Singh, em declarações aos órgãos de comunicação locais.

Segundo acrescentou, há a esperança de que cheguem mais vacinas em breve.

Em várias regiões do país voltaram a ser impostas medidas como o recolher obrigatório, a suspensão de eventos públicos, a suspensão de reuniões e atividades escolares para tentar conter o novo coronavírus.

LUSA/HN