Novos casos na Alemanha voltam a abrandar

26 de Abril 2020

Berlim, 26 abr 2020 (Lusa) – A Alemanha registou um aumento de 1.737 novos casos diagnosticados para um total de 154.175, o que se traduz num abrandamento em relação aos últimos dias, de acordo com o Instituto Robert Koch (RKI).

Berlim, 26 abr 2020 (Lusa) – A Alemanha registou um aumento de 1.737 novos casos diagnosticados para um total de 154.175, o que se traduz num abrandamento em relação aos últimos dias, de acordo com o Instituto Robert Koch (RKI).

Os números oficiais revelam ainda que os casos considerados curados são agora aproximadamente 112.000, uma subida de 2.200 nas últimas 24 horas.

Houve um aumento de 140 vítimas mortais para um total de 5.640, sendo a Baviera o estado federado mais afetado do país, com 1.596 óbitos e um total de 40.912 casos diagnosticados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, alertou hoje para os riscos da reativação precipitada do turismo a meio da pandemia de covid-19.

“Uma corrida na Europa para ver quem permite primeiro viagens turísticas implica riscos que não podemos assumir”, sublinhou em declarações ao “Bild am Sonntag”.

O responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros recordou os contágios na estação de ski de Ischgl, considerado um dos fatores que contribuiu para a aceleração da propagação do novo coronavírus na Alemanha e frisando que é algo “que não se deve repetir”.

Para Maas a Europa precisa de desenvolver critérios comuns para regressar à liberdade de viajar, sem “destruir os sucessos alcançados com muito trabalho”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 880 pessoas das 23.392 confirmadas como infetadas, e há 1.277 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

Lusa/HN

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