Dezenas de jornalistas morreram em todo o mundo com coronavírus

2 de Maio 2020

Dezenas de jornalistas morreram nos últimos dois meses no mundo devido ao novo coronavírus, segundo uma estimativa da organização suíça Press Emblem Campaign, que lamentou a proteção insuficiente dos funcionários dos meios de comunicação que cobrem a pandemia.

Na véspera do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala no domingo, esta organização não-governamental alertou que muitos jornalistas estão em risco ao cobrir a crise da covid-19 e alguns deles ficam doentes.

Num comunicado, a ONG Press Emblem Campaign (PEC), que luta pela proteção de jornalistas, com sede em Genebra, disse que identificou desde 01 de março “a morte por causa do coronavírus de 55 jornalistas em 23 países”.

A organização precisou que “a causa profissional de algumas destas mortes nem sempre é estabelecida”.

“Os jornalistas correm um risco significativo nesta crise, porque precisam de continuar a informar, deslocam-se a hospitais, entrevistam médicos, enfermeiros, líderes políticos, especialistas, cientistas, pacientes”, sublinhou.

“Em vários países, as medidas de proteção necessárias (distanciamento, máscaras, medidas de higiene, quarentena) não foram aplicadas, principalmente no início da epidemia”, acrescentou a ONG.

O Equador foi o país mais afetado, com pelo menos nove jornalistas mortos devido ao vírus, seguidos pelos Estados Unidos (oito), Brasil (quatro), Grã-Bretanha e Espanha (com três cada), de acordo com a contagem.

A luta contra a pandemia, que matou mais de 230.000 pessoas de um total de 3,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, “é utilizada como pretexto por alguns governos para suprimir as liberdades de expressão, de reunião e de manifestação”, denunciou o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, pedindo que “todos os Estados respeitem o direito à informação dos cidadãos e o seu direito à saúde”.

“Censura, encerramento de ‘sites’, detenções arbitrárias de jornalistas, ataques físicos e verbais e legislação de exceção que restringe a liberdade de imprensa, [estão] entre todas as violações observadas nas últimas semanas”, segundo a ONG, que salientou que a “informação do público é particularmente importante nesta crise da saúde”.

“A transparência é essencial e pode salvar vidas em caso de crise de saúde”, concluiu.

Lusa/HN

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