Não Alinhados reúnem-se hoje em cimeira para debater pandemia

4 de Maio 2020

O Movimento dos Países Não Alinhados reúne-se hoje, através de videoconferência, numa cimeira convocada pelo chefe de Estado do Azerbaijão, Ilham Aliyev, que preside atualmente a organização, para debater a pandemia do novo coronavírus.

Ao anunciar a convocatória da cimeira, a 25 de abril, Aliyev manifestou a esperança de que o movimento irá tomar decisões importantes para a mobilização dos Estados membros na luta contra o coronavírus, o fortalecimento da solidariedade e o multilateralismo.

A mobilização dos esforços de todos os Estados e organizações internacionais é de “grande importância” nas atuais condições epidemiológicas, razão pela qual todos os Estados-membros do movimento apoiaram, de forma unânime, a proposta, disse então Aliyev.

Dado que o Movimento dos Não Alinhados integra 120 países, participarão na cimeira apenas os representantes regionais, tendo sido, paralelamente, convidadas instituições, entre outras, como as Nações Unidas, União Africana (UA), Organização Mundial de Saúde (OMS).

A 18.ª e última realizada até hoje da Cimeira do Movimento dos Não Alinhados realizou-se em Baku a 25 e 26 de outubro de 2019, altura em que o país assumiu a presidência ‘pró tempore’ da organização internacional até 2022.

O Movimento dos Não Alinhados foi criado em 1955 na sequência de uma reunião da Conferência Ásia-África então realizada em Bandung, na Indonésia e juntou, inicialmente 24 países para debater preocupações comuns e coordenar posições numa altura em que se dava início a vários processos de independência das potências colonizadoras.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

LUSA/HN

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