Crescem pedidos de ajuda de portugueses em Macau para regressarem ao país

10 de Junho 2020

Macau está a registar um aumento no número de pedidos de ajuda de portugueses para regressarem ao país face às restrições fronteiriças motivadas pela covid-19, disse hoje o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

“O número de pedidos está a aumentar”, afirmou Paulo Cunha-Alves, explicando que neste momento há “muita gente a acabar os contratos de trabalho” e “estudantes a acabar o ano letivo”.

Razão pela qual o Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong tem procurado “negociar com as duas regiões administrativas especiais” chinesas uma solução que permita isentar os portugueses, que pretendem apanha voos de regresso no aeroporto internacional de Hong Kong, da quarentena obrigatória de 14 dias imposta pelo território.

“Estamos a negociar com Hong Kong de maneira a que haja uma flexibilização das medidas restritivas. (…) Não depende de nós, somos facilitadores e estamos a negociar com as duas regiões administrativas especiais, mas a palavra final cabe sempre a Hong Kong”, explicou o responsável da missão diplomática.

Em causa está “uma lista composta por trinta e tal nomes”, sendo que “dez dessas pessoas já regressaram a Portugal ao abrigo de uma isenção da quarentena cedida pelas autoridades de Hong Kong, a título excecional e baseada em razões surgentes e genuínas, de caráter humanitário ou médico”, acrescentou.

Paulo Cunha-Alves aproveitou para apelar “às pessoas aqui na comunidade para se absterem de enviar mensagens no Facebook a dizer ‘por favor juntem o meu nome à lista’”, uma vez que “não é assim que funciona”, já que “cada caso é um caso e tem de ser analisado com base nos seus méritos próprios”.

“Obviamente, tem que haver por trás razões genuínas e urgentes que levem a pessoa a sair de Macau e de preferência que não precise de voltar, porque há pessoas que estão a pedir para sair e a dizer ‘ai, por favor, tenham em conta de que vou precisar de voltar”, sublinhou.

“As coisas não assim, temos de pensar muito bem antes de fazer o pedido”, apelou.

As declarações do embaixador foram realizadas à margem das comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Na ocasião, o diplomata indicou ainda que a receção à comunidade portuguesa, que habitualmente tem lugar nesta data, mas não este ano devido à pandemia, deverá realizar-se no último trimestre do ano, estando a ser definida uma nova data, histórica e com relevância para Portugal, e que deve ser a 05 de outubro ou a 01 de dezembro, quando se assinalam, respetivamente, a implantação da República e a Restauração da Independência.

Macau está há mais de dois meses sem registar qualquer caso de covid-19, sendo que os 45 infetados desde o início da pandemia foram dados como recuperados.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 408 mil mortos e infetou mais de 7,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Em Portugal, morreram 1.492 pessoas das 35.306 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados, embora com menos mortes.

LUSA/HN

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