O estudo incluiu 170 pessoas a viver com VIH/SIDA na Turquia. Os portadores mais novos de VIH têm uma probabilidade mais alta de participar na força de trabalho, tal como aqueles que tinham maiores posses financeiras e que geravam maiores rendimentos. Também os indivíduos que estavam empregados na altura do diagnóstico têm maior probabilidade de encontrar emprego no futuro. O uso de drogas ilícitas, anterior ao diagnóstico, e o baixo número de células CD4 T estão também negativamente associadas à empregabilidade.

“Podemos facilmente controlar o vírus do VIH com medicação antirretroviral, mas é quase impossível controlar os fatores socioeconómicos como o estigma e o preconceito, que são alimentados pela ignorância e pela falta de campanhas de consciencialização”, diz o autor correspondente Durmuş Özdemir, professor doutorado na Universidade de Yasar.

“Há um papel sério que tem que ser tomado pelos governos e pelas organizações não-governamentais que consiste em explicar o impacto positivo do tratamento antirretroviral e a necessidade de uma vida normal para as pessoas que vivem com VIH”, concluiu.

NR/João Marques

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