República Checa será o terceiro país da União Europeia a receber vacinas russas

3 de Março 2021

A República Checa será o terceiro país da União Europeia (UE) a receber vacinas russas Sputnik V, contra a Covid-19, depois da Hungria e da Eslováquia.

No final de março, o governo checo receberá as primeiras 20 mil doses da vacina russa, segundo o jornal Lidové Noviny, uma publicação que pertence – através de um fundo fiduciário – ao primeiro-ministro, Andrej Babis.

A Sputnik V ainda não recebeu a aprovação da agência estatal para o controle de medicamentos da República Checa, nem da Agência Europeia de Medicamentos.

Adrej Babis iniciou negociações com o ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Denis Mantúrov, para adquirir as vacinas, das quais foram solicitadas 500 mil doses para vacinar 250 mil pessoas, de acordo com o jornal Lidové Noviny.

A operação contou com o apoio do chefe de Estado checo, Milos Zeman, que tem defendido a compra da vacina russa para controlar a crise sanitária no país que tem a segunda maior incidência de mortes com Covid-19 na UE.

Zeman, que defende uma reaproximação com a Rússia, procurou o apoio do seu homólogo russo, Vladimir Putin, para garantir o sucesso na iniciativa de aquisição das vacinas Sputnik V.

Recebida pela primeira vez com ceticismo, a Sputnik V – batizada em homenagem ao primeiro satélite soviético – já convenceu muitos especialistas da sua eficácia.

A revista médica especializada The Lancet publicou resultados segundo os quais a vacina tem uma eficácia de 91,6% na prevenção dos sintomas da Covid-19.

As autoridades russas estão a tentar fazer acordos de produção em todo o mundo, em vez de exportarem as suas vacinas, por falta de capacidade suficiente para atender os pedidos nacionais, que consideram a prioridade.

A República Checa, com 10,71 milhões de habitantes, tem a segunda taxa de mortalidade do mundo, segundo a média dos últimos sete dias, com 15,19 mortes por milhão de habitantes, atrás da Eslováquia, com 18,13, segundo dados do portal “O nosso mundo em dados”, vinculado à Universidade de Oxford.

O país da Europa Central, que está a sofrer atrasos no seu plano nacional de vacinação devido à ausência de doses disponíveis, registou 16.642 casos positivos nas últimas 24 horas, o quarto valor mais alto desde o início da pandemia.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.549.910 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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