Balanço revisto para sete mortos em incêndio num hospital na Roménia

1 de Outubro 2021

O ministro do Interior romeno, Lucian Bode, declarou esta sexta-feira que sete pessoas com Covid-19 morreram num incêndio na unidade de cuidados intensivos de um hospital em Constanta, no sudeste da Roménia.

O número de mortos foi revisto para baixo, já que inicialmente o Departamento de Situações de Emergência romeno tinha informado a morte de nove pessoas no incêndio ocorrido no Hospital de Doenças Infecciosas de Constanta.

“Pedimos desculpas pelas informações iniciais”, disse o responsável pelo Departamento, o secretário de Estado do Interior, Raed Arafat.

De acordo com o portal de notícias romeno G4Media, este é o 10.º incêndio num centro médico romeno em menos de um ano.

Dez pacientes com Covid-19 morreram em novembro de 2020 quando ocorreu um incêndio nos cuidados intensivos do hospital da cidade de Piatra Neamt, no norte do país.

Em janeiro deste ano, outros cinco pacientes com Covid-19 morreram em outro incêndio no Hospital Matei Bals, na região de Bucareste.

Os médicos entrevistados pela agência de notícias EFE atribuíram a frequência dos incêndios à saturação dos cuidados intensivos devido à pandemia do SARS-CoV-2, fenómeno que tem desencadeado um maior uso da energia elétrica em instalações geralmente precárias e desatualizadas.

O uso de oxigénio para tratar pacientes com Covid-19 aumenta o risco de explosões quando ocorre um curto-circuito, acrescentaram as fontes.

Com apenas um terço da população adulta vacinada, a Roménia está a ser atingida por uma quarta vaga do novo coronavírus, quebrando esta semana o recorde absoluto de infeções diárias, com mais de 12.000 casos confirmados em 24 horas.

Este novo aumento nos casos também levou a um aumento substancial no número de pacientes com Covid-19 admitidos em unidades de cuidados intensivos, o que forçou o Governo romeno a aumentar o número de camas alocadas para esses pacientes.

Atualmente, existem 12.168 pessoas internadas, sendo 1.364 delas nos cuidados intensivos dos hospitais.

LUSA/HN

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