Pedro Pita Barros: Aumento da dívida dos hospitais aos fornecedores manteve-se durante a pandemia

De acordo com uma análise do economista Pedro Pita Barros a dívida dos hospitais aos fornecedores, durante a pandemia, cresceu “64 milhões de euros por mês em média, não contando com as regularizações e injeções de verbas extraordinárias”

A análise da dívida dos Hospitais aos fornecedores durante o período da pandemia mostra que a evolução do aumento se manteve ao longo de 2021. A conclusão é do conceituado economista da Saúde, Pedro Pita Barros, que no seu blog “Momentos Económicos” retomou a análise que até ao início da pandemia realizava com uma periodicidade mensal.

Segundo o Professor Catedrático na Universidade Nova de Lisboa (Nova School of Business and Economics), “A principal conclusão depois de um ano de interregno nestas análises é que o mesmo padrão de sempre “sobreviveu” à COVID-19: períodos de crescimento acelerado, ligeiramente menor do que em 2020, mas ainda assim com um crescimento de 64 milhões de euros por mês em média, não contando com as regularizações e injeções de verbas extraordinárias”.

Segundo o especialista, “nada de substancial se alterou na dinâmica, e para o final deste ano é de prever que haja ainda mais um reforço de verba (com efeitos no stock de pagamentos em atraso em dezembro ou janeiro próximos)”.

Para o especialista, uma vez que foi assinado um “plano de recuperação destes planos em atraso, será bem-vindo, a meu ver, um documento oficial (isto é, conjunto do ministério da saúde e do ministério das finanças de preferência) que explique que verbas foram transferidas realmente para cada hospital e em que momento e como evoluiu a respetiva divida de pagamentos em atraso”.

Esta análise, explica Pedro Pita Barros, “talvez permita perceber se estes crescimentos de pagamentos de atraso resultam de um efeito geral a todos os hospitais, ou se estão concentrados em alguns hospitais”.

“Se suceder esta concentração de aumento de pagamentos em atraso sobretudo em alguns hospitais, importará também saber que consequências (responsabilização) se retiraram daí”, defende.

“Ter este documento, diz, “será também uma forma de dar credibilidade a alterações que se queiram introduzir na avaliação da gestão hospitalar, o principal centro de crescimento dos pagamentos em atraso do Serviço Nacional de Saúde”.

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ME/HN

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