Sindicato diz que urgência pediátrica de Gaia “está em risco” por falta de enfermeiros

5 de Fevereiro 2022

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros disse esta sexta-feira que a assistência na Urgência Pediátrica do Hospital de Vila Nova de Gaia está “em risco” por falta de enfermeiros, dado estarem a trabalhar 25 quando deveriam ser 40.

“Deviam existir 40 enfermeiros e, neste momento, estão a trabalhar 25 e, há uns dias, eram só 21, tendo o serviço sido reforçado com quatro enfermeiros”, afirmou Pedro Costa à Lusa, no final de uma reunião com estes profissionais de saúde.

A título de exemplo, o sindicalista referiu que deveriam estar, em permanência, pelo menos seis enfermeiros por turno, mas, na verdade, estão apenas três e, no limite, quatro.

“Chegamos ao limite de termos apenas duas colegas a assegurar todo o Serviço de Urgência Pediátrica, nomeadamente a triagem, a emergência, o atendimento de doentes respiratórios (acompanhamento de doentes suspeitos com Covid-19) e a unidade de curta duração com sete vagas, muitas vezes lotado, porque o terceiro elemento, de um total de seis que deviam estar efetivamente ao serviço, teve de se ausentar para assegurar o acompanhamento de um transporte de doente para outro hospital”, explicou.

Pedro Costa admitiu que, no limite, “é a segurança dos doentes que está em causa”.

O dirigente do Sindicato dos Enfermeiros revelou que os profissionais estão “sobrecarregados e exaustos”, lembrando que aquele serviço atende no período de inverno uma média de 80 a 100 crianças por dia.

Contudo, o sindicalista recusou atirar responsabilidades à administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), direcionando-as antes para a tutela.

“A administração do CHVNG/E tem feito um esforço para minimizar as falhas, tendo nas últimas semanas recrutado quatro enfermeiros, duas das quais a recibos verdes, por via de uma bolsa de recrutamento que procura fazer face a este tipo de necessidades pontuais”, ressalvou.

O problema é que os pedidos de novas contratações para os quadros são travados pelo Ministério da Saúde, que as tem vindo a “bloquear sucessivamente”, considerou Pedro Costa.

Para além disso, acrescentou, estamos perante um caso flagrante de falsos recibos verdes, atendendo ao caráter permanente das necessidades agora identificadas.

LUSA/HN

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