São Tomé e Príncipe suspende vacinação de adolescentes por falta de vacinas da Moderna

23 de Fevereiro 2022

A administração da primeira dose de vacina contra a Covid-19 aos adolescentes são-tomenses dos 12 aos 17 anos foi suspensa por falta de vacinas da Moderna no país, disse na terça-feira a coordenadora do programa de vacinação, Solange Barros.

“Nós fomos forçados a fazer uma suspensão porque a vacina que nós tínhamos no país não era suficiente para cobrir todas as escolas (…). Neste momento estamos à espera que a qualquer momento as vacinas cheguem ao país para nós darmos continuidade a vacinação nas escolas que não foram beneficiárias, tanto públicas como privadas”, disse Solange Barros.

A coordenadora do programa de vacinação assegurou que serão vacinados todos os adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos, realçando que aqueles que fizeram a primeira dose estão neste momento a fazer a sua segunda dose.

“Nós vacinámos cerca de 18 mil jovens adolescentes dos 12 aos 17 anos nas escolas”, precisou Solange Barros.

Ao nível nacional, a coordenadora de vacinação lamentou que atualmente o processo esteja a decorrer “com muito pouca adesão da população”.

“Atualmente nós estamos com uma cobertura de cerca de 50% para a primeira dose e para a segunda dose 31% de pessoas já foram vacinadas, o que está muito aquém”, lamentou.

Solange Barros assegurou que a vacinação para adultos continua garantida, uma vez que o país dispõe de outros tipos de vacinas, nomeadamente da Johnson & e Johnson, AstraZeneca e a Sinopharm para o efeito.

Dados diários da Covid-19 divulgados na terça-feira pelo Ministério da Saúde indicam que já foram administradas 187.468 doses de vacinas contra a Covid-19 no arquipélago – 111.549 na primeira dose, 27.112, na segunda dose e 3.807 na terceira dose.

Ontem não foram registados casos de Covid-19 no país. Dez pessoas estavam sob vigilância médica, todas na ilha de São Tomé, uma delas internada.

São Tomé e Príncipe tem um acumulado de 5.930 infeções pelo novo coronavírus, 72 óbitos pela doença, e 5. 848 recuperações.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

49% das deslocações forçadas no mundo ocorrem em África

Conflitos, alterações climáticas, pobreza extrema e insegurança alimentar fazem disparar deslocações forçadas no continente africano e irão obrigar mais de 65 milhões de pessoas a fugir das suas casas até ao final de 2024. Subfinanciamento surge como principal ameaça à ajuda humanitária.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights