Marinha dos EUA aponta vários erros em contaminação de água em Pearl Harbor

1 de Julho 2022

Uma investigação da Marinha norte-americana, divulgada na quinta-feira, apontou que má gestão e erro humano originaram um derrame de combustível e contaminação da água da torneira de Pearl Harbor, no ano passado.

A investigação é o primeiro relatório detalhado de como combustível de aviação duma instalação de armazenamento, a Red Hill Bulk Fuel Storage Facility, situada nas colinas acima de Pearl Harbor, derramou num poço que fornecia água para residências e escritórios na base e na área circundante.

O desastre levou ao envenenamento de milhares de pessoas e obrigou várias famílias de militares a mudarem-se para hotéis, indicou o documento, de acordo com o qual cerca de seis mil pessoas sofreram de náuseas, dores de cabeça, erupções cutâneas, entre outros sintomas.

A investigação da Marinha preparou uma lista de erros cometidos desde 06 de maio de 2021, quando uma falha causou a rutura de uma tubagem, levando ao derrame de 80 mil litros de combustível que estavam a ser transferidos entre tanques.

O relatório apontou que a falta de formação e supervisão, além de uma liderança ineficaz, foram alguns dos fatores que contribuíram para o desastre.

“A falta de pensamento crítico, rigor intelectual e autoavaliação pelos principais líderes em momentos decisivos exemplificou uma cultura de complacência e demonstrou uma falta de profissionalismo, exigido pela natureza das fortes implicações das operações de combustível”, referiu o documento.

Um outro relatório, que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos forneceu na quinta-feira às autoridades sanitárias do país, indicou, por sua vez, que não vai ser possível extrair o combustível com segurança antes de dezembro de 2024.

LUSA/HN

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