Cuba confirma morte de primeiro caso de Monkeypox

23 de Agosto 2022

Um turista italiano, o primeiro caso de Monkeypox diagnosticado em Cuba, morreu no domingo depois de vários dias em estado crítico, anunciou o Ministério da Saúde Pública cubano.

O estado do doente “evoluiu rapidamente (…), encontrando-se em estado crítico instável desde 18 de agosto, vindo a falecer na tarde do dia 21”, indicou o Ministério, num comunicado de imprensa, divulgado na segunda-feira.

O relatório da autópsia realizado ao homem, de 50 anos, “revelou como causa de morte septicemia devido a broncopneumonia de origem não especificada e danos em múltiplos órgãos”, acrescentou a mesma nota.

O Ministério salientou que os contactos do turista permanecem “isolados e assintomáticos”, “em resultado das ações de controlo de foco previstas no protocolo aprovado para a prevenção desta doença no país”.

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou na segunda-feira, na rede social Twitter, que Cuba “está preparada para enfrentar” a doença.

“Quando o primeiro caso de varíola [dos macacos] é confirmado, o sistema de saúde cubano reforça as ações para prevenir e controlar o risco de propagação da doença”, disse.

O turista italiano chegou ao país em 15 de agosto e, durante os dois dias seguintes, visitou vários locais nas províncias ocidentais do país.

No dia 17, começou a apresentar sintomas da doença e no dia seguinte foi aos serviços de saúde, devido à persistência dos sintomas.

Os sintomas agravaram-se mais tarde, exigindo transferência urgente para hospitalização e tratamento intensivo, e o homem chegou ao hospital em paragem cardiorrespiratória, da qual ainda recuperou.

Os sintomas mais comuns da doença varíola dos macacos são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infeciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

LUSA/HN

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