Medicamentos esgotados obrigam doentes a interromper tratamentos

2 de Março 2023

Farmacêuticos do Beatriz Ângelo apresentaram declarações de exclusão de responsabilidade ao conselho de administração. Na farmácia hospitalar, faltam recursos humanos e medicamentos. E alguns doentes tiveram mesmo de interromper tratamentos de doenças graves.

Para os doentes, os danos provocados pelo caos no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, são irreversíveis quando não há os tratamentos necessários e a doença não espera.

A recorrente falta de medicamentos preocupa a equipa do hospital de Loures, que, motivada também pela redução do número de especialistas e pela contratação de farmacêuticos sem experiência em farmácia hospitalar, declarou não ter condições para se responsabilizar pelas consequências graves para os doentes, tendo notificado também o seu bastonário, Helder Mota Filipe.

O fim da Parceria Público-Privada, em janeiro de 2022, entre o Estado e a Luz Saúde, que teve início em janeiro de 2012, marcou o início da turbulência que levou agora à ação dos farmacêuticos.

HN/RA

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