EUA aprovam vacina unidose da Johnson & Johnson

EUA aprovam vacina unidose da Johnson & Johnson

A vacina em causa √© de dose √ļnica e junta-se √†s da Pfizer/BioNTech e da Moderna, ambas administradas em duas doses.

O regulador norte-americano aprovou o uso de emergência da vacina da Johnson & Johnson para pessoas com idade a partir dos 18 anos.

De acordo com a autoridade do medicamento dos Estados Unidos, a vacina produzida pela farmacêutica Janssen, do grupo Johnson & Johnson, protege contra a covid-19 grave.

Segundo os ensaios cl√≠nicos finais, uma dose tem 85% de efic√°cia contra as manifesta√ß√Ķes mais graves da doen√ßa.

A farmacêutica norte-americana espera ter a vacina aprovada na Europa em março. O fármaco, já contratualizado pela Comissão Europeia, consta do plano de vacinação português.

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 2.518.080 mortos no mundo, resultantes de mais de 113,3 milh√Ķes de casos de infe√ß√£o, segundo um balan√ßo feito pela ag√™ncia noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.276 pessoas dos 803.844 casos de infe√ß√£o confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

Nos casos mais graves, a infeção pode levar à morte.

LUSA/HN

Mercado clandestino vai forçar produção de vacinas genéricas contra a covid-19

Mercado clandestino vai forçar produção de vacinas genéricas contra a covid-19

Numa altura em que os atrasos e a desigualdade no acesso à vacinação contra o novo coronavírus nos países mais pobres fazem levantar várias vozes a favor da liberalização das patentes dos imunizantes já registados, Filomeno Fortes lembrou, em entrevista à agência Lusa, que há já um precedente com os medicamentos antirretrovirais.

E, para o m√©dico angolano, especialista em doen√ßas tropicais, neste processo, os chamados pa√≠ses BRICS – Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul – ter√£o um papel determinante.

“Estou otimista. Com os antirretrovirais [antes de ser aprovada a liberaliza√ß√£o] come√ßou a haver produ√ß√£o clandestina em muitos locais. Neste momento, sabemos que alguns pa√≠ses j√° est√£o a fazer pirataria para tentar aceder √†s f√≥rmulas de composi√ß√£o das vacinas que est√£o a ser produzidas”, disse Filomeno Fortes.

Segundo o m√©dico, “√© muito f√°cil para a √ćndia, por exemplo, come√ßar a produzir vacinas em quantidade, entrar no mercado negro a explorar essas vacinas”.

‚Äú√Č prefer√≠vel anteciparmo-nos, a n√≠vel mundial, de forma organizada, e abrimos a possibilidade para a produ√ß√£o livre dessas vacinas com controlo” de institui√ß√Ķes como a Unicef, defendeu.

O Fundo das Na√ß√Ķes Unidas para a Inf√Ęncia (Unicef) √© respons√°vel, a n√≠vel mundial, pelo controlo e distribui√ß√£o de vacinas como a da febre amarela, c√≥lera ou meningite e est√°, atualmente, a distribuir as primeiras vacinas covid-19, que chegam, nomeadamente, aos pa√≠ses africanos atrav√©s do mecanismo Covax.

“A Unicef, a OMS e a Alian√ßa para as Vacinas (GAVI), que controlam a produ√ß√£o e distribui√ß√£o, neste momento est√£o praticamente fora da produ√ß√£o destas vacinas. A ind√ļstria internacional e o mercado capitalista tomaram conta do neg√≥cio e a √ļnica hip√≥tese √© haver pa√≠ses com algum potencial que virem o disco”, disse.

Neste contexto, apontou como determinante o papel dos BRICS que, há dois anos, assinaram um protocolo para que se aumentasse a produção de vacinas, como a do sarampo ou da poliomielite, para distribuição aos países em vias de desenvolvimento.

“Este grupo, com a lideran√ßa da √Āfrica do Sul, conseguiu a n√≠vel mundial que fosse adotada uma decis√£o da produ√ß√£o livre de antirretrovirais. √Č uma experi√™ncia que vem de h√° anos e que foi agora retomada”, disse.

Filomeno Fortes assinalou que a produ√ß√£o mundial de vacinas est√° concentrada na √ćndia, com a √Āfrica do Sul, a R√ļssia e a China a registarem tamb√©m “grande capacidade”.

√Āfrica do Sul, Senegal e Nig√©ria s√£o os pa√≠ses que, no continente africano, teriam capacidade para a produ√ß√£o de vacinas “com nomes gen√©ricos”.

“Foi a estrat√©gia utilizada para a produ√ß√£o de antirretrovirais. Em vez dos nomes comerciais, v√™m como gen√©ricos e a patente fica praticamente livre para todos estes pa√≠ses que t√™m capacidade” para produzir vacinas, disse.

Questionado sobre a forma como as vacinas contra a covid-19 est√£o a ser distribu√≠das √† escala mundial, com 75% a serem utilizadas em apenas 10 pa√≠ses, o m√©dico angolano assinalou que “nada disto √© novidade”.

“Logo que come√ßou a pandemia, percebemos que os pa√≠ses mais desenvolvidos iam absorver as vacinas que fossem produzidas. A solidariedade humana desaparece numa situa√ß√£o de caos mundial, mas os pa√≠ses mais desenvolvidos devem compreender que estar√£o sempre em risco se n√£o colaborarem para que os restantes pa√≠ses tenham cobertura [de vacinas] de pelo menos 60%”, disse

LUSA/HN

C√Ęmara Municipal de Seia vai comparticipar compra de medicamentos a idosos e pensionistas

C√Ęmara Municipal de Seia vai comparticipar compra de medicamentos a idosos e pensionistas

Em comunicado enviado √† ag√™ncia Lusa, a autarquia de Seia,¬†presidida por Carlos Filipe Camelo, refere que este ano ‚Äúalocou uma verba de 5.000 euros destinada a apoiar idosos e pensionistas por invalidez na compra de medicamentos, at√© um limite de 50 benefici√°rios‚ÄĚ.

‚ÄúA medida, acionada anualmente, corresponde a uma comparticipa√ß√£o financeira de 50%, na parte que cabe ao utente, de medicamentos adquiridos na √°rea do concelho de Seia, prescritos em receita m√©dica e comparticipados pelo Servi√ßo Nacional de Sa√ļde‚ÄĚ, l√™-se.

Segundo o município de Seia, no distrito da Guarda, o apoio pode ser requerido por idosos com mais de 66 anos e pensionistas por invalidez que, cumulativamente, residam no concelho há um ano e estejam recenseados nos seis meses anteriores à data do requerimento.

Os benefici√°rios tamb√©m devem ter um rendimento mensal per capita do agregado familiar que n√£o ultrapasse o valor fixado no Indexante dos Apoios Sociais (438,81 euros), n√£o podem usufruir de outros apoios nesta √°rea, nem terem d√≠vidas para com a C√Ęmara Municipal.

O processo de candidatura ao apoio para aquisi√ß√£o de medicamentos deve ser efetuado no Balc√£o √önico da C√Ęmara Municipal de Seia, mediante preenchimento de formul√°rio pr√≥prio, que tamb√©m se encontra dispon√≠vel na p√°gina eletr√≥nica do munic√≠pio (em www.cm-seia.pt).

O Programa Municipal de Comparticipa√ß√£o em Despesas com Medicamentos da autarquia de Seia est√° em vigor desde 2015 e ‚Äúconstitui um complemento √†s pol√≠ticas sociais do munic√≠pio, no combate √†s desigualdades sociais, √† progressiva inser√ß√£o social e melhoria das condi√ß√Ķes de vida da popula√ß√£o‚ÄĚ, segundo a fonte.

A C√Ęmara Municipal de Seia tamb√©m disp√Ķe de um protocolo com a Associa√ß√£o Dignitude, ‚ÄúPrograma abem: Rede Solid√°ria do Medicamento‚ÄĚ, que prev√™ o apoio na comparticipa√ß√£o de medicamentos a mun√≠cipes em situa√ß√£o de comprovada car√™ncia econ√≥mica.

Lusa/HN

Governo brit√Ęnico volta a autorizar uso de plasma brit√Ęnico 23 anos depois das “vacas loucas”

Governo brit√Ęnico volta a autorizar uso de plasma brit√Ęnico 23 anos depois das “vacas loucas”

‚ÄúSeguindo o conselho de especialistas, estou feliz que agora possamos suspender essa proibi√ß√£o, o que ajudar√° milhares de pacientes a ter acesso a tratamentos que potencialmente salvar√£o vidas mais r√°pido‚ÄĚ, disse o secret√°rio de Estado da Sa√ļde, James Bethell, em comunicado, citado pela France-Presse (AFP).

Inglaterra, prosseguiu o governante, poder√° ‚Äútornar-se autossuficiente‚ÄĚ nesta mat√©ria. A Esc√≥cia tamb√©m vai avan√ßar para esta via.

Até agora, o país dependia da importação de plasmas sanguíneos, em partícula dos Estados Unidos da América (EUA), para o fabrico de vários medicamentos, principalmente para pessoas com o sistema imunitário extremamente reduzido, como é o caso de pessoas que fizeram tratamentos para cancros a longo prazo.

A not√≠cia surge numa altura em que a procura global por plasma aumentou ainda mais por causa da pandemia, por causa de uma ‚Äúqueda significativa nas d√°divas nos Estados Unidos‚ÄĚ.

Em 1998, o Reino Unido proibiu a utiliza√ß√£o de qualquer plasma sangu√≠neo brit√Ęnico no fabrico de medicamentos, porque temia a dissemina√ß√£o da doen√ßa Creutzfeld-Jacob, uma variante humana da encefalopatia espongiforme bovina, comummente conhecida como doen√ßa das vacas loucas.

A Comiss√£o Independente de Medicamentos Humanos considerou que o plasma de origem brit√Ęnica voltou a ser ‚Äúseguro‚ÄĚ.

LUSA/HN

Novo fármaco poderá inibir transporte de vírus nas celulas

Novo fármaco poderá inibir transporte de vírus nas celulas

O estudo que envolveu a maior institui√ß√£o p√ļblica dedicada √† pesquisa na Espanha, o Conselho Superior de Pesquisas Cientificas (CSIC) e publicado hoje pelo Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS) identificou uma nova forma farmacol√≥gica na tubulina, uma prote√≠na que faz parte das estruturas que transportam substancias nas c√©lulas, chamadas microt√ļbulos.

A descoberta de uma nova forma farmacológica na proteína que faz parte daquelas vias de transporte pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos.

Esta identifica√ß√£o, a partir de um novo composto de origem natural de algas verdes-azuis (cianobact√©rias), ‚Äúpode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento do cancro, da doen√ßa de Alzheimer e infe√ß√Ķes virais emergentes‚ÄĚ, explicou o CSIC em comunicado.

Os microt√ļbulos s√£o estruturas intracelulares que funcionam como vias celulares para o transporte de subst√Ęncias, ves√≠culas e at√© v√≠rus, no caso de uma c√©lula ser infetada.

‚ÄúOs pesquisadores acreditam que a desestabiliza√ß√£o farmacol√≥gica dos microt√ļbulos contribuiria para evitar a gera√ß√£o de f√°bricas virais na c√©lula‚ÄĚ, pode ler-se ainda no documento,

O trabalho, no qual participaram o Centro de Pesquisas Biológicas Margarita Salas (CIB-CSIC) e o Centro de Produtos Naturais, Descoberta e Desenvolvimento de Medicamentos da Flórida (EUA), inclui o procedimento de caracterização de um produto natural, obtido a partir de cianobactérias, que impede a ativação da tubulina.

‚ÄúComo a prote√≠na √© inativada, os microt√ļbulos tamb√©m n√£o se podem formar, o transporte intracelular √© bloqueado e, o mais importante, a separa√ß√£o dos cromossomas √© evitada durante a divis√£o celular‚ÄĚ, explicou Marian Oliva, do CIB-CSIC e uma das autoras do estudo.

A tubulina, prote√≠na que faz parte dos microt√ļbulos, √© um dos alvos de maior sucesso para o descobrimento de f√°rmacos contra as doen√ßas virais, neurol√≥gicas ou o cancro.

At√© ao momento, foram identificados seis s√≠tios que promovem a estabiliza√ß√£o ou desmontagem dos microt√ļbulos, aos quais √© acrescentado o agora localizado atrav√©s desta investiga√ß√£o.

Cada alvo farmacológico dentro da tubulina modifica o seu funcionamento de forma diferente.

‚ÄúEncontrar um novo alvo implica ter um novo leque de possibilidades, com a op√ß√£o de poder encontrar medicamentos que, sem serem t√≥xicos, s√£o eficazes no tratamento de doen√ßas‚ÄĚ, concluiu Oliva.

Lusa/HN