SIM apela ao PR para que exerça a sua magistratura de influência em prol da saúde dos portugueses

4 de Agosto 2023

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) anunciou esta sexta-feira que irá entregar uma carta aberta, dirigida ao Presidente da República, apelando a que exerça a sua magistratura de influência junto do Governo. 

Numa altura em que as negociações entre tutela e sindicatos se encontram completamente bloqueadas, o SIM lançou um apelo a Marcelo Rebelo de Sousa. Na próxima segunda-feira, a entidade sindical irá junto da portaria da Presidência da República (Calçada da Ajuda), entregar uma carta aberta, dirigida ao Chefe d0 Estado, apelando a que possa exercer a sua magistratura de influência.

Em declarações ao nosso jornal, o presidente do SIM explicou que o apelo visa “ajudar os portugueses a terem melhor acesso ao Serviço Nacional de Saúde”.

Jorge Roque da Cunha sublinhou que “os portugueses têm cada vez maior dificuldade de aceder aos cuidados de saúde”, sendo urgente que o Governo invista no SNS.

“Quando Marcelo Rebelo de Sousa vetou o decreto de lei dos professores chegou a dizer que “governar é escolher prioridades” e, portanto, a saúde e a educação deveriam ser prioridades se quisermos ir mais longe como sociedade desenvolvida e junta. É por isso que o nosso apelo vai nesse sentido”, apontou.

O responsável, que lamentou o estado do setor público da saúde, afirmou que “o Governo em vez de proclamar ‘amor’ ao SNS deveria transformá-lo em prioridade”.

Segundo o dirigente sindical, “é preciso acabar com a falácia da falta de médicos, já que em Portugal não há falta de médicos, existe é falta no Serviço Nacional de Saúde, explicou.”

Roque da Cunha alerta que propor um aumento salarial de 1,6% aos médicos “só irá contribuir para a saída de médicos do setor público (…) Sabemos que cerca de mil médicos se irão reformar entre 2023 e 2024. Também sabemos que nos últimos dois anos cerca de dois mil médicos pediram a rescisão do SNS. Para não falar das vagas de recém-especialistas que ficam todos os anos por preencher… Isto tudo explica porque temos 1,7 milhões de portugueses sem médico de família e listas de espera como nunca antes ocorreram.”

HN/Vaishaly Camões

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