No âmbito do 46º Congresso Mundial dos Hospitais, Artur Vaz considerou que os problemas na saúde prolongaram-se por muito tempo.
“Deixou-se chegar a um ponto em que as soluções são cada vez mais difíceis de encontrar e de implementar. Sabemos que o dinheiro não resolve tudo e é bom que isso se perceba quando se pensa nos problemas do Serviço Nacional de Saúde. A realidade atual é que os profissionais de saúde não querem só dinheiro, mas também condições de trabalho dignas que permitam o equilíbrio harmonioso entre a vida profissional e pessoal”, afirmou.
O Chief Risk & Sustainability Officer, do grupo Luz Saúde lamentou os problemas ideológicos na saúde. “Há um pensamento dominante de que de um lado está o público e do outro lado está o privado… Durante a pandemia da Covid-19 foi possível encontrar pontes e meios de coordenação de esforços dos dois setores. Portanto, penso que seria desejável que isso viesse a acontecer num regime de normalidade.”
Aos olhos de Artur Vaz, “muitos dos problemas que temos hoje poderiam ser resolvidos com a cooperação entre setores.”
“É preciso mudar o ‘chip’ no que diz respeito à relação entre o público e o privado na saúde em Portugal. Temos que questões de natureza ideológica não permitam fazer essa reflexão”, concluiu.
O responsável, que participou na sessão “Contemporary leadership: For the challenges of today… and tomorrow” sublinhou o papel das lideranças como “fator crítico de sucesso das organizações”.
O evento decorreu hoje no Centro de Congressos de Lisboa.
HN/Vaishaly Camões
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