Autópsia aponta para agressão como possível causa de morte de política moçambicana

12 de Fevereiro 2024

Os resultados da autópsia das autoridades de saúde moçambicanas indicam que uma agressão pode ter sido a causa da morte de Celeste Mucunha, política recém-empossada na assembleia municipal de Quelimane, centro de Moçambique, avança fonte oficial.

Segundo o médico legista do Hospital Central de Quelimane, Emílio Chipangura, o corpo da vítima apresentava “lesões sugestivas que tenham sido produzidas por objeto contundente e as mesmas podem ter resultado na sua morte”.

Depois da agressão, a vítima terá sido “carbonizada”, disse Emílio Chipangura, citado hoje pela Rádio Moçambique.

O corpo de Celeste Mucunha, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder), foi encontrado na sexta-feira por volta das 05:00 (03:00 em Lisboa) em Nicoadala, a cerca de 15 quilómetros do centro da capital provincial da Zambézia (Quelimane), disse à Lusa Miguel Caetano, chefe de Relações Públicas do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique na província.

Segundo o médico legista, o corpo da vítima estava num estado “avançado de carbonização”.

Celeste Mucunha foi vista pela última vez na quarta-feira, no dia em que tomou posse entre os novos membros da assembleia municipal de Quelimane.

Num universo de 65, a autarquia de Quelimane está entre as cinco em que a Frelimo não venceu nas últimas eleições, tendo sido reeleito para o cargo de autarca Manuel de Araújo, da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal força de oposição.

Como Maputo, a capital moçambicana, Quelimane foi uma das autarquias que registou um forte movimento de contestação dos resultados das eleições de 11 outubro após o anúncio dos primeiros números pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), que davam vitória à Frelimo.

A Frelimo venceu em 60 das 65 autarquias do país, tendo a Renamo ganhado em quatro, metade das oito que venceu em 2018, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) manteve a cidade da Beira, que governa desde 2003.

Os resultados do escrutínio de outubro foram fortemente contestados pela oposição e pela sociedade civil.

LUSA/HN

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