Fundação Gulbenkian e Camões financiam projeto para doentes oncológicos em Moçambique

14 de Fevereiro 2024

A Fundação Calouste Gulbenkian e o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua vão promover um projeto destinado aos doentes oncológicos em Moçambique e conhecimento científico nesta área nos PALOP, com um financiamento de 800 mil euros.

O Projeto OncoInvest vai, nos próximos três anos “contribuir para melhorar o acompanhamento clínico e a adequação da terapia dos doentes oncológicos em Moçambique, através do reforço dos meios de diagnóstico e das competências dos profissionais de saúde”, refere a Fundação num comunicado divulgado hoje.

O OncoInvest conta com um financiamento superior a 800 mil euros, com 70% de participação do Camões I.P. e 30% da Fundação Calouste Gulbenkian.

O acordo de colaboração que visa melhores condições terapêuticas para os doentes oncológicos em Moçambique e mais conhecimento científico do cancro nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), será assinado na próxima terça-feira, adianta-se no comunicado enviado à Lusa.

O projeto prevê também “a criação de um biobanco de tumores operacional e a divulgação do conhecimento científico por médicos e investigadores moçambicanos na área oncológica, nomeadamente através da criação de um mestrado em oncologia” e irá promover parcerias com outros centros de investigação e instituições académicas internacionais e dos PALOP.

Esta iniciativa dá continuidade aos apoios do programa Parcerias com África, no domínio da prestação de cuidados integrados em oncologia a Moçambique, iniciados em 2013, bem como aos mais recentes no âmbito da investigação em saúde nos PALOP.

Na área da oncologia, em Moçambique, a Fundação apoia ainda um projeto para reforço do ensino da anatomia patológica com recurso a microscopia digital e, em parceria com a Fundação “la Caixa”. Um projeto que procura métodos alternativos de diagnóstico e tratamento do cancro da mama.

A Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane (FAMED-UEM) será a entidade responsável pela execução em Moçambique, sob a coordenação da médica e investigadora Carla Carrilho, e em estreita articulação com o Hospital Central de Maputo.

Em Portugal, o Centro Hospitalar de São João, o Instituto Português de Oncologia do Porto e o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) serão igualmente parceiros técnicos do projeto.

LUSA/HN

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