SPAIC lança guia para espaços verdes urbanos com baixo impacto alergénico

4 de Dezembro 2024

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) publicou um guia prático para o planeamento de espaços verdes urbanos com baixo impacto alergénico, visando melhorar a saúde pública.

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) acaba de lançar um importante documento para o planeamento urbano e saúde pública em Portugal. Trata-se do “Guia Prático para o Planeamento de Espaços Verdes Urbanos com Baixo Impacto Alergénico”, elaborado pelo Grupo de Interesse de Aerobiologia da SPAIC.
Este guia inovador surge como resposta à crescente preocupação com o impacto das plantas alergénicas nos espaços verdes urbanos, que podem desencadear ou agravar doenças respiratórias na população. Ana Morête, presidente da SPAIC, destaca a importância dos espaços verdes para a sustentabilidade das cidades e para a saúde e qualidade de vida dos seus habitantes, enfatizando a necessidade de considerar o potencial alergénico na sua concepção e gestão.
O documento destina-se a um público diversificado, incluindo imunoalergologistas, profissionais envolvidos no desenvolvimento urbano, gestores ambientais, autoridades de saúde pública e cidadãos interessados na qualidade do ambiente urbano. Representa um esforço conjunto de diversos profissionais de saúde especializados em patologia alérgica, tornando-se numa ferramenta indispensável para o planeamento integrado de espaços verdes urbanos.
A publicação deste guia marca um passo significativo na abordagem à saúde pública em ambientes urbanos, oferecendo orientações práticas para a criação de áreas verdes que promovam o bem-estar dos cidadãos, minimizando simultaneamente os riscos alergénicos. Este equilíbrio é crucial para garantir que os espaços verdes continuem a desempenhar o seu papel vital como áreas de lazer, prática desportiva e evasão, sem comprometer a saúde respiratória dos utilizadores.
A iniciativa da SPAIC reflete uma tendência crescente de integração entre planeamento urbano e saúde pública, reconhecendo a complexidade dos ecossistemas urbanos e a necessidade de abordagens multidisciplinares para enfrentar os desafios de saúde nas cidades modernas.
Com este guia, Portugal posiciona-se na vanguarda da planificação urbana sensível às questões de saúde, oferecendo um modelo que poderá inspirar iniciativas semelhantes noutros países. A sua implementação promete contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida nas cidades portuguesas, criando ambientes urbanos mais saudáveis e inclusivos para todos os cidadãos.

PR/HN/MMM

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