Médico angolano defende sistema de vigilância para controlar vírus Monkeypox

Médico angolano defende sistema de vigilância para controlar vírus Monkeypox

Em declarações à agência Lusa, o médico referiu que existe o receio que o país venha a registar casos dessa doença, tendo em conta o movimento muito grande entre África e Europa.

“Sim, existe esse receio, porque a Europa nesta altura está a ter um número bastante considerável de casos, não só a Europa como também América e este número de casos, infelizmente, tem estado a alastrar-se”, referiu.

Segundo o médico, este movimento entre os dois continentes, principalmente por via aérea, aumentou com a retoma da atividade económica e “existe esse risco”.

“O que temos de fazer é garantir que o sistema de vigilância funcione ao ponto de identificar estes mesmos problemas e corrigi-los o mais rápido possível”, salientou.

Para o médico especialista em saúde pública, o país vai ter “um desafio muito grande de controlar essa infeção”.

“Ainda não sabemos qual será a forma como esta infeção vai desenrolar-se no nosso país, porque nós já temos muitas doenças virais e pode ser provável que, à semelhança da Covid-19, o nosso organismo esteja mais preparado para se defender de uma provável invasão ao organismo por parte deste vírus, mas é algo que ainda não dominamos, mas estamos todos em alerta”, observou.

O vírus Monkeypox é do género Ortopoxvírus (o mais conhecido deste género é o da varíola) e a doença é transmissível através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados.

A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos e em Portugal já se registam 23 casos, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

LUSA/HN

Lacerda Sales diz que Monkeypox “é uma doença de comportamentos de risco”

Lacerda Sales diz que Monkeypox “é uma doença de comportamentos de risco”

Em declarações à margem do 1.º Encontro de Investigação Clínica, António Lacerda Sales afirmou que o vírus Monkeypox “não é uma doença de grupos de risco”, mas sim “uma doença de comportamentos de risco”, à qual todos estão sujeitos.

O governante confirmou que os 14 casos da doença causada pelo vírus Monkeypox identificados até agora em Portugal “estão todos estáveis” e a serem seguidos.

“É uma doença autolimitada, ou seja, não tem ainda um tratamento específico”, explicou o secretário de Estado, acrescentando que está a ser feita a monitorização “através da sequenciação e através do seguimento destes doentes”.

O governante admitiu que se sabe ainda muito pouco acerca da doença e que é uma matéria que está em estudo.

O vírus Monkeypox é do género Ortopoxvírus (o mais conhecido deste género é o da varíola) e a doença é transmissível através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados.

A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos.

Esta é a primeira vez que é detetada em Portugal infeção pelo vírus Monkeypox.

Em 2003 foram reportados nos Estados Unidos da América algumas dezenas de casos.

Também o Reino Unido reportou, recentemente, casos semelhantes de lesões ulcerativas, com a confirmação de infeção por vírus Monkeypox.

A Direção Geral de Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) mantêm-se a acompanhar a situação a nível nacional e em articulação com as instituições europeias.

LUSA/HN

Confirmados 23 casos de infeção pelo vírus Monkeypox

Confirmados 23 casos de infeção pelo vírus Monkeypox

Em comunicado, a DGS explica que os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ao final do dia de quinta-feira e, entre as amostras disponíveis, “foi identificada, através de sequenciação, a clade (subgrupo do vírus) da África Ocidental, que é a menos agressiva”.

De acordo com a DGS, os casos identificados mantêm-se “em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis e em ambulatório”.

“Estão em curso os inquéritos epidemiológicos dos casos suspeitos que vão sendo detetados para se poder identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos”, acrescenta.

Na nota, a autoridade de saúde recomenda os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço a procurarem aconselhamento clínico.

Perante sintomas suspeitos, a DGS aconselha as pessoas a abster-se de contacto físico direto com outras e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estadio, ou outros sintomas.

“A DGS continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias”, acrescenta.

O vírus Monkeypox é do género Ortopoxvírus (o mais conhecido deste género é o da varíola) e a doença é transmissível através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados.

A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos.

Esta é a primeira vez que é detetada em Portugal infeção pelo vírus Monkeypox.

LUSA/HN

Internautas chineses ‘fintam’ censores para criticar medidas de confinamento

Internautas chineses ‘fintam’ censores para criticar medidas de confinamento

O sarcasmo, palavras-chave ou referências ambíguas têm sido usados para denunciar o impacto da estratégia ‘zero covid’, assumida como um triunfo político pelo secretário-geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping.

No Weibo, alguns utilizadores desabafaram de forma sarcástica sobre o quão fantástica a China é, em resposta a um tópico promovido pela rede social sobre violações dos Direitos Humanos nos Estados Unidos.

Outros postaram imagens do filme “La La Land: Melodia do Amor”, em referência às declarações de um porta-voz do Governo sobre o quão bem o país está a gerir a pandemia.

Numa outra crítica velada ao regime, os internautas uniram-se para colocar a obra de ficção de George Orwell “1984” no topo da classificação do portal Douban, o equivalente ao portal IMDB na China, mas que serve também para classificar livros.

Aquele romance, um dos mais influentes do século XX, retrata um regime totalitário e opressivo, onde a vigilância é constante.

Os censores tiveram mesmo de banir referências ao primeiro verso do hino nacional do país – “Ergam-se, aqueles que se recusam a ser escravos” -, após ter sido compartilhado em conjunto com imagens e críticas a denunciar as medidas de confinamento altamente restritivas do país.

A China condena frequentemente à prisão ativistas ou dissidentes por “perturbação da ordem pública” ou “subversão do poder do Estado”.

No entanto, críticas abertas ao regime têm-se multiplicado numa altura em que o novo coronavírus volta a paralisar o país. Imagens de suicídios, pessoas a passar fome, a enlouquecer ou a morrer por causas como apendicite aguda, devido à falta de acesso a tratamento hospitalar, multiplicam-se nas redes sociais, apesar dos esforços do regime para censurar críticas.

É difícil medir o descontentamento popular no país, devido à ausência de estudos de opinião ou imprensa livre, mas vários chineses, sobretudo jovens urbanos e educados, passaram a ser mais vocais nas críticas à estratégia atual.

A agência Lusa confirmou que, na última semana, pelo menos duas universidades da capital chinesa foram palco de protestos pelos estudantes – Universidade de Pequim (‘Beida’) e Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (BISU) -, contra a imposição de medidas de confinamento nos ‘campus’.

“Estamos cansados de políticas idiotas”, diz Yang, de 25 anos, e residente em Pequim, à Lusa. “Fui ensinada, desde a escola primária, que este país pertence ao povo”, aponta. “Mas somos meros escravos”.

Pequim está a tentar conter a propagação do vírus através do isolamento de bairros e rondas quase diárias de testes em massa. A capital chinesa decretou teletrabalho e encerrou restaurantes, ginásios e outros estabelecimentos.

Xangai, a “capital” financeira da China, com 26 milhões de pessoas, está sob confinamento total há sete semanas, num esforço desesperado para suprimir o vírus.

“As cenas de violência, regras sem nexo, estão a levar muita gente a querer ir-se embora, e não são só os jovens, mas também pessoas na casa dos 50 e 60, que me dizem: nunca experienciei isto em Xangai”, diz um empresário português ali radicado.

As medidas afetaram também importantes cidades industriais como Changchun e Cantão.

Xu Jianguo, professor de Economia na Universidade de Pequim, estimou que o prejuízo causado pelas interrupções na atividade económica ascende a 18 biliões de yuans (2,54 biliões de euros).

“A gravidade dos surtos este ano é mais de 10 vezes superior à de 2020 (…) em termos da população afetada e de custo económico”, apontou, num seminário realizado ‘online’, na semana passada.

Xu considerou que é questionável se a China vai conseguir alcançar a meta de crescimento económico oficial de “cerca de 5,5%”, estabelecida para este ano, ou mesmo igualar o crescimento de 2,3%, registado em 2020.

LUSA/HN

Mais de 1,1 milhões de testes para VIH e hepatites B e C no ano passado

Mais de 1,1 milhões de testes para VIH e hepatites B e C no ano passado

Segundo dados revelados hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), realizaram-se nos cuidados primários 300 mil testes para a infeção por VIH, um aumento de 31% relativamente ao ano anterior. As organizações não-governamentais e de base comunitária fizeram 25.000.

Quanto aos testes de rastreio às hepatites B e C, subiram 10% no ano passado, chegando aos 477.500 e 382.000, respetivamente.

Em declarações à Lusa, o responsável pelo Programa Nacional para as Hepatites Virais, Rui Tato Marinho, congratulou-se com este aumento, sublinhando que um dos objetivos deste programa era precisamente um aumento dos rastreios, sublinhando a importância de toda a população fazer estes testes “pelo menos uma vez na vida, mesmo sem sintomas”.

“Uma gota de sangue permite identificar pessoas em fases iniciais destas doenças, que são assintomáticas”, afirmou o responsável, sublinhando: “As pessoas aceitam bem procurar saber o que têm, pois em testes Covid-19 foram feitos 40 milhões”.

Tato Marinho diz que o objetivo é tratar cerca de 2.500 pessoas com hepatite C até final deste ano. Os dados oficiais indicam que, desde 2015, já foram tratadas trinta mil pessoas.

Os dados da DGS indicam que, relativamente às hepatites B e C, no ano passado, nos cuidados de saúde primários e nos hospitais foram prescritos e faturados, no total, cerca de 460 mil testes anti-BHs e 360 mil anto-VHC.

Quanto aos testes efetuados através de organizações não-governamentais e organizações de base comunitária, foram realizados mais de 17.500 testes de hepatite B e 22.800 testes de Hepatite C no ano passado, o que representa um aumento de 26% e 44%, respetivamente, face a 2020.

“Estes dados confirmam o esforço de manter a resposta de rastreio e diagnóstico destas infeções, num ano ainda fortemente afetado pela pandemia de Covid-19”, refere uma nota da DGS.

Em declarações à Lusa, Rui Tato Marinho reconheceu que Portugal tem uma boa logística montada no terreno: “Desde a catástrofe do consumo de drogas, nos anos 80, o país organizou-se muito bem e, neste momento, há muita gente no terreno de apoio às populações mais vulneráveis, onde há uma percentagem grande de pessoas com hepatites, nomeadamente hepatite C”.

De qualquer forma, Tato Marinho insiste que é preciso chegar à população em geral, sublinhando: “Não se pode pensar que o risco é só ter consumido drogas ou ter relações sexuais… o risco é estar vivo”.

“É transversal a qualquer profissão, a qualquer grupo etário (…). Estamos a lidar com doenças silenciosas e a única forma de diagnosticar é fazer o teste. Uma gota permite identificar três vírus que, neste momento, têm vacina e tratamento com cura a 100%. E o VIH também é supercontrolável”, acrescentou.

Disse ainda que a expectativa para este ano é que a Hepatite C “aumente um pouco” e disse estar a tentar melhorar a afinação do circuito de aprovação do medicamento e acesso a medicação, “que estava muito burocrático”.

“A ideia é, que o médico passa o medicamento para a Hepatite C, a pessoa poder levar logo para casa nesse dia, evitando ter de ir a uma nova consulta”, explicou, acrescentando: “Este é também um dos objetivos prioritários do programa”.

Os dados sobre os rastreios ao VIH e às hepatites B e C foram divulgados hoje, quando arranca a Semana Europeia do Teste da Primavera de 2022, com o objetivo de promover a consciencialização sobre o benefício do diagnóstico precoce da infeção por VIH, infeções sexualmente transmissíveis e hepatites virais e a eficácia da adesão ao tratamento.

LUSA/HN