Ébola: Quatro mortes em seis casos detetados na RDCongo

22 de Abril 2020

Pelo menos seis casos de Ébola foram detetados nas últimas duas semanas na República Democrática do Congo (RDCongo), tendo quatro destes portadores da doença morrido [...]

Pelo menos seis casos de Ébola foram detetados nas últimas duas semanas na República Democrática do Congo (RDCongo), tendo quatro destes portadores da doença morrido, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Num relatório sobre o estado da epidemia na RDCongo, datado de terça-feira, a OMS referiu que “no total, seis casos foram relatados desde 10 de abril, quatro dos quais morreram”.

“Atualmente, há um caso confirmado a ser acompanhado num centro de tratamento de Ébola, assim como um outro que está entre a comunidade. As equipas de resposta estão a abordar a comunidade para tratar deste caso”, explicou o relatório da OMS.

A agência das Nações Unidas apontou que entre 13 e 19 de abril foram detetados quatro casos nas províncias de Beni e Kivu do Norte, sendo que três destes foram registados como contactos.

“Nenhum foi seguido de forma regular pelas equipas de resposta dada a insegurança e os desafios decorrentes da reticência da comunidade”, disse a OMS.

No relatório, a OMS constatou que foram registados 638 contactos dos quatros casos detetados, sendo que 476 estavam a ser seguidos no dia 19 e que 346 destes tinham sido vacinados.

“À data de 19 de abril, 25% dos contactos não estavam a ser seguidos devido à insegurança” na região, relatou a OMS.

Da mesma forma, a organização revelou que entre 13 e 19 de abril houve uma média diária de 1.894 alertas que foram investigados, havendo uma média de 187 alertas diários que foram assinalados como suspeitos.

Desde que foi declarada a epidemia, em agosto de 2018, e até 19 de abril, foram registados 3.461 casos de infeção pelo vírus do Ébola, dos quais 3.316 confirmados em laboratório. A doença provocou 2.279 mortes e 1.169 pessoas foram consideradas curadas.

Esta epidemia é a segunda mais mortífera do Ébola de que há registo, sendo apenas ultrapassada pela que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016 e que matou mais de 11.300 pessoas.

O vírus do Ébola transmite-se pelo contacto com fluidos corporais infetados e a rapidez do tratamento é determinante para as possibilidades de sobrevivência, sendo que a sua taxa de mortalidade alcança os 90%, caso não seja tratado a tempo

Lusa/HN

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