SOS Criança com aumento significativo de pedidos de ajuda durante confinamento

18 de Maio 2020

A Linha SOS Criança registou um "aumento muito significativo" de apelos no período de confinamento, tendo já recebido cerca de 700 contactos desde janeiro, dos quais quase 300 em abril, segundo dados hoje divulgados.

Em comunicado, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) refere que os quase 300 pedidos de ajuda recebidos em abril representam um aumento de quase 100 apelos face ao mesmo mês de 2019.

“Registou-se um aumento muito significativo de apelos a partir do momento em que teve início o período de isolamento em Portugal face ao início do ano, tendo já sido recebido um total de 703 apelos desde janeiro”, lê-se no comunicado.

Situações de risco, necessidade de desabafar, preocupações relativas à pandemia de covid-19, questões de saúde, pedidos de informação sobre serviços e instituições de apoio social e situações relacionadas com crimes de pornografia de menores motivaram os contactos registados pela linha SOS Criança em abril.

O telefone é o meio mais utilizado para contacto, mas durante os dois meses de confinamento, março e abril, a rede social Whatsapp foi responsável por mais de uma centena de contactos. O uso de e-mail ou de salas de conversação é pouco expressivo.

“As notícias preocupantes sobre a covid-19 que circulam por múltiplas vias e o facto de haver milhares de crianças sem aulas e confinadas em casa, podem gerar nas crianças sentimentos vários, nomeadamente ansiedade, inquietação e insegurança”, lê-se no comunicado do IAC.

O IAC refere que a equipa de psicólogos da linha SOS Criança “tem estado particularmente disponível e focada para conversar com as crianças, tranquilizá-las e prestar-lhes esclarecimentos” sobre a atual situação.

Portugal contabiliza 1.231 mortos associados à covid-19 em 29.209 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

LUSA/HN

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