Farmácias apelam a ajuda do parlamento para manter serviços

25 de Maio 2020

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) quer que o Estado assuma a comparticipação de serviços farmacêuticos aos portugueses. As farmácias vão suspender o atendimento, na quarta-feira às 15h00, durante 23 minutos, no dia de debate da petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS” na Assembleia da República.

A paragem simbólica pretende “alertar a sociedade portuguesa e o poder político sobre a urgência de medidas concretas para salvaguardar os serviços das farmácias portuguesas”. A ANF diz que a austeridade das farmácias, nos últimos 10 anos, conduziu ao colapso da sustentabilidade económica.

De acordo com o presidente da ANF, que reúne 2.750 farmácias, a falta de ajuda do Estado “deixa os farmacêuticos entre a espada e a parede”. “Por um lado, a sua consciência profissional impede-os de deixar de servir um único doente. Por outro, a sobrevivência das farmácias proíbe-os de continuar a prestar serviços gratuitamente, sem qualquer comparticipação por parte do Estado” aponta Paulo Cleto Duarte.

A ANF assegura que, neste momento, há mais de 700 farmácias alvo de penhora e insolvência, o que corresponde a 24% da rede.

Os serviços da linha telefónica 1400 irão, entre segunda e quarta-feira, informar os utentes que os serviços farmacêuticos vão ser suspensos “por falta de comparticipação do Estado”. A AFN alerta, ainda que, os portugueses vão poder continuar a usar a linha para fazer o pedido de receitas.

VC

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