Emigrantes só correm riscos se não cumprirem regras básicas

30 de Maio 2020

A ministra da Saúde afirmou hoje que os emigrantes portugueses são "muito bem-vindos" e que só correrão riscos se não cumprirem as "regras básicas do distanciamento físico".

“Não é pela circunstância das pessoas trabalharem num outro país e virem visitar os seus [em Portugal] que há um risco específico”, disse Marta Temido durante a conferência de imprensa diária sobre a evolução da covid-19.

E acrescentou: “O risco específico decorre do incumprimento das regras básicas, do distanciamento físico – que eu compreendo que seja mais difícil de manter quando nós não vemos os nossos há longo tempo — e das medidas básicas de utilização de equipamento de proteção individual, lavagem das mãos e não partilha de objetos”.

A governante manifestou-se convicta de que os emigrantes “entrarão no país cumprindo as regras que é preciso cumprir em qualquer sítio do mundo”. serão muito bem-vindas.

Mas ressalvou que a sua equipa está a “aferir, a cada momento, a possibilidade de fazer, uma vez mais, campanhas de informação, mas para reforço genérico das mensagens”.

A comunidade portuguesa em vários países europeus planeia passar as férias de verão em Portugal, depois dos planos de visitar o país na Páscoa não se ter concretizado devido ao estado de emergência em resposta à pandemia de covid-19.

A agência Lusa contactou conselheiros das comunidades na Alemanha, França e Suíça, tendo de todos obtido a garantia que é propósito destes emigrantes visitar a família e os amigos em Portugal.

A grande dúvida é o transporte e percurso a realizar, uma vez que estando aberto o espaço aéreo europeu, as companhias aéreas só agora começam a retomar alguns voos.

Mas mesmo que as ligações comecem a ser mais frequentes, os emigrantes nestes países mostraram-se mais inclinados para realizarem esta viagem de carro, atravessando assim as fronteiras terrestres.

Portugal contabiliza pelo menos 1.396 mortos associados à covid-19 em 32.203 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Relativamente ao dia anterior, há mais 13 mortos (+0,9%) e mais 257 casos de infeção (+0,8%).

O número de pessoas hospitalizadas desceu de 529 para 514, das quais 63 se encontram em unidades de cuidados intensivos (mais uma).

O número de doentes recuperados é de 19.186.

LUSA/HN

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