Macron diz que o país não pode voltar a parar porque pode causar efeitos “consideráveis”

20 de Agosto 2020

O Presidente francês Emmanuel Macron insiste que o país não pode parar com um novo confinamento geral porque os efeitos negativos são "consideráveis", embora reconheça que não se pode excluir nenhum cenário.

Em declarações publicadas esta quinta-feira à “Paris Match”, Macron admite que com o seu governo o confinamento é uma das hipóteses: “não nos proibimos de nada”.

No entanto, o Presidente francês afirma que têm de existir “estratégias muito localizadas” como a que foi aplicada em Mayenne, onde ocorreu um dos surtos mais importantes em França.

“Este tipo de ação local poderá levar a “um reconfinamento seletivo que poderá ser instituído se a situação o impuser”, sublinhou.

Macron explica que a gestão dos surtos está a sobrepor-se à “ansiedade económica” e salientou “que todos são coautores na luta contra o vírus, com máscara, distanciamento físico e higiene”.

O governante enfatizou que “o país não pode parar porque os danos colaterais de um confinamento são consideráveis”.

De acordo com Macron, o risco zero nunca existe numa sociedade e, por isso, deve-se “responder a essa ansiedade sem cair na doutrina do risco zero e sem cair em medidas extremas”.

Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde francesa indicou que em 24 horas foram registados 3.776 casos, o maior número em mais de três meses e meio.

Numa semana foram registadas cerca de 17 mil infeções e a taxa de positivos está a aumentar continuamente (3,1% entre 10 e 16 de agosto). França registou 30.468 mortos.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Estudo Revela Lacunas no Reconhecimento e Combate à Obesidade em Portugal

A HealthNews esteve esta manhã na apresentação da 9.ª edição do estudo “Saúde que Conta 2025”, em Lisboa. O evento, moderado pelo jornalista João Moleiro da SIC, contou com a apresentação da investigadora Ana Rita Pedro e reuniu especialistas em painel para debater os alarmantes dados sobre obesidade, literacia em saúde e a urgência de mudar a narrativa em Portugal. Os resultados mostram que uma em cada sete pessoas com obesidade não reconhece a doença e que persiste um forte estigma social

Médicos em greve geral contra reforma laboral e colapso do SNS

A Federação Nacional dos Médicos junta-se ao protesto nacional de 11 de dezembro, acusando o governo de promover uma reforma que precariza o trabalho e agrava a degradação do Serviço Nacional de Saúde, com consequências diretas nos cuidados aos utentes

O lenhador, o aprendiz e o médico do trabalho

José Patrício: Médico Especialista em Medicina do Trabalho e em Medicina Nuclear, com formação e competência em Avaliação do Dano na Pessoa e Curso de Técnico de Segurança no Trabalho. Candidato pela Lista A ao Colégio de Medicina do Trabalho, encabeçada por Carlos Ochoa Leite. Conta com 20 anos de experiência clínica e 10 anos de atividade em Investigação e Desenvolvimento como Gestor Médico no Departamento de I&D da BIAL. É Diretor Clínico de serviços externos e internos de Medicina do Trabalho.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights