Açores com três novos casos e duas recuperações

Açores com três novos casos e duas recuperações

O comunicado diário daquela entidade acrescenta que foram registadas, entre quinta-feira e hoje, as recuperações de um menino de 9 anos, na ilha Terceira, e de um homem de 66 anos, em Santa Maria, o que eleva para 229 o número de casos recuperados na região.

Quanto aos casos positivos diagnosticados nas últimas 24 horas, na ilha de São Miguel referem-se a dois homens de 21 e 22 anos de idade, “não residentes na região, cujo teste de despiste à SARS-CoV-2 realizado à chegada teve resultado positivo”.

O caso detetado na ilha Terceira corresponde a uma não residente de 25 anos, “proveniente de ligação aérea com território continental português, que apresentou teste de despiste à SARS-CoV-2 realizado antes do embarque negativo e teste realizado após o sexto dia positivo”.

A Autoridade de Saúde açoriana informa ainda que, “das 257 amostras biológicas de frequentadores de um ginásio em Ponta Delgada”, colhidas na quinta-feira no âmbito da investigação epidemiológica de um caso positivo reportado no domingo, “220 já foram processadas e tiveram resultado negativo”.

Segundo a entidade, “cumprindo os critérios de recuperação em território continental português, saíram da ilha do Faial dois casos positivos do sexo masculino, de 33 e 56 anos”.

Até ao momento, foram detetados no arquipélago 364 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19.

Há atualmente 68 casos positivos ativos, dos quais 48 em São Miguel, 11 na Terceira, um na Graciosa, quatro no Pico, dois no Faial, um em Santa Maria e um na ilha das Flores.

Desde o começo da pandemia morreram 16 pessoas na região com Covid-19, todas em São Miguel.

Portugal contabiliza hoje mais 31 mortos relacionados com a Covid-19 e 2.899 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

LUSA/HN

Grândola com seis casos na comunidade associados ao surto na Misericórdia

Grândola com seis casos na comunidade associados ao surto na Misericórdia

“Tivemos mais seis casos na comunidade relacionados com esse surto na Misericórdia, nomeadamente, com os trabalhadores” da instituição, indicou o presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes, em declarações à agência Lusa.

Segundo o autarca, trata-se de “pessoas que têm ligações com familiares dos trabalhadores da cozinha da Misericórdia de Grândola” que, “apesar de estarem positivos, não apresentam sintomas”, estando todos a cumprir isolamento profilático.

Com estes casos na comunidade, o total de pessoas infetadas com SARS-CoV-2, associadas a este surto, subiu para 17, depois de terem sido identificados 11 casos, seis utentes e cinco funcionários do lar.

A situação “parece calma neste momento” uma vez que “não há registo de mais algum caso de contaminação” na Misericórdia de Grândola, adiantou o autarca, frisando, no entanto, que, “com a quantidade de utentes, pode descontrolar-se se não houver bastante cuidado”.

“Hoje estão a ser feitos mais de 100 testes aos utentes de todos os blocos que não tinham sido ainda testados para localizar uma ou outra, eventual, infeção. Estamos a acompanhar de perto a situação”, referiu.

António Figueira Mendes adiantou ainda que a Câmara Municipal e a Misericórdia de Grândola estão “a preparar medidas de prevenção” para fazer face a um possível agravamento da evolução epidemiológica no concelho do litoral alentejano.

“Estamos a equipar o nosso hospital de retaguarda com mais camas, roupas e vários dispositivos de ar condicionado nos pavilhões para responder mais rapidamente à situação. Sei também que a Misericórdia [de Grândola] está a adotar medidas para isolar noutro espaço pessoas que tenham necessidade”, explicou.

O Centro de Acolhimento, com capacidade para albergar 100 pessoas, está instalado nos Pavilhões do Parque de Feiras e Exposições de Grândola, que foi adaptado para dar uma resposta polivalente à pandemia de Covid-19.

Os primeiros cinco casos de infeção na Misericórdia de Grândola foram detetados, no passado dia 17 de outubro, após testes de despiste da Covid-19, realizados aos 105 funcionários da instituição, quatro deles trabalhadores da cozinha e um que desempenha outras funções.

Na quarta-feira, a Autoridade de Saúde Pública local efetuou “um rastreio aos 39 residentes do bloco 01”, ou seja, a utentes desta estrutura residencial de apoio a pessoas idosas (ERPI), que resultou na deteção de “mais seis casos”, confirmou à Lusa, o delegado de saúde de Grândola, Ismael Selemane.

O rastreio foi alargado, esta sexta-feira, “aos restantes utentes dos blocos 02 e 03 da Misericórdia de Grândola, num total de 108 pessoas”.

Os seis utentes com resultados positivos para o novo coronavírus SARS-CoV-2 “estão isolados num espaço próprio que foi criado pela Misericórdia, no âmbito do plano de contingência”.

“Os trabalhadores estão a cumprir o isolamento em casa e nenhum deles apresenta sintomas” da doença, acrescentou o responsável.

O concelho de Grândola regista 28 casos ativos de Covid-19 e 61 recuperados, estando 65 pessoas em vigilância ativa, de acordo com os dados epidemiológicos atualizados na quinta-feira, pela autarquia.

LUSA/HN

Utentes do Centro de Saúde de Borba encaminhados para Évora e Vila Viçosa

Utentes do Centro de Saúde de Borba encaminhados para Évora e Vila Viçosa

Em declarações à agência Lusa, Maria do Céu Canhão especificou que os utentes que necessitem de “cuidados de enfermagem podem deslocar-se ao Centro de Saúde de Vila Viçosa” e que as “situações mais agudas” terão de ser atendidas no Hospital do Espírito Santo de Évora”.

“A partir de amanhã [sábado], reabre o Serviço de Urgência Básica (SUB) e a Área Dedicada às Doenças Respiratórias (ADR) de Estremoz, pelo que podem recorrer também a essas unidades. Os casos de enfermagem também podem continuar a recorrer ao centro de Vila Viçosa”, adiantou a responsável.

O Centro de Saúde de Borba, no distrito de Évora, está encerrado desde quinta-feira, depois de se confirmar que “um assistente técnico da Unidade de Saúde Familiar (USF)” daquela unidade está infetado com o novo coronavírus que provoca a Covid-19.

“Todos os outros profissionais da USF e da UCC [Unidade de Cuidados na Comunidade] estiveram em contacto com esse profissional e por determinação da autoridade de saúde o centro foi encerrado”, explicou Maria do Céu Canhão.

Neste momento, os 20 profissionais estão “todos em isolamento” enquanto aguardam pela decisão da autoridade de saúde para serem testados.

O Centro de Saúde de Borba vai ser descontaminado, estando já a ser encetados contactos nesse sentido, mas a data de reabertura vai depender da quarentena, uma vez que ficou sem profissionais disponíveis para funcionar.

Também em Borba, e no concelho vizinho de Vila Viçosa, as escolas encerraram hoje até nova avaliação, devido à situação epidemiológica, por recomendação da Autoridade de Saúde local e com a autorização da diretora-geral da Saúde, mas a diretora executiva do ACES rejeita que a situação esteja descontrolada.

“Não está. As escolas fecharam por prevenção, enquanto está a decorrer a avaliação epidemiológica, para não haver transmissão e controlar os surtos mais rapidamente”, sustentou Maria do Céu Canhão.

O vereador da Câmara de Borba Quintino Cordeiro disse hoje aos jornalistas em conferência de imprensa, que existem no concelho 36 casos ativos de infeção, de acordo com os dados mais recentes da Autoridade de Saúde Pública local, embora os dados da Direção-Geral da Saúde indiquem 24.

Portugal contabiliza pelo menos 2.245 mortos associados à covid-19 em 109.541 casos confirmados de infeção, segundo o mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde, de quinta-feira.

LUSA/HN

Portugal registou mais de 16 mil infeções em apenas sete dias

Portugal registou mais de 16 mil infeções em apenas sete dias

Os dados constam da publicação “COVID-19: uma leitura do contexto demográfico e da expressão territorial da pandemia” do INE e mostram que os 16.247 novos casos de infeção detetados nos últimos sete dias são o maior número alcançado até ao momento e correspondem a 15,8 novos casos por 10 mil habitantes.

Na quarta-feira, Portugal tinha registado um total de 106 casos confirmados por cada 10 mil habitantes, o que representa um aumento de 33% em relação ao acumulado em 7 de outubro, data de referência do destaque anterior do INE.

Com base nos dados divulgados diariamente sobre a pandemia o INE fez uma leitura da evolução dos novos casos de infeção com Covid-19, desde o início de março até ao presente, concluindo que houve um “aumento exponencial de novos casos de Covid-19, no acumulado de sete dias em 2 de abril com 5.618”, correspondentes a 5,5 novos casos por 10 mil habitantes, mas que esse aumento foi ultrapassado no dia 04 deste mês.

Entre 02 de abril e o final de agosto, o número de novos casos situou-se abaixo ou a rondar os 2.500 em sete dias e posteriormente registou-se uma aceleração, com valores acima dos quatro mil novos casos desde 13 de setembro e acima dos cinco mil novos casos desde 28 de setembro.

O número de novos casos acumulados em sete dias e registados em 2 de abril foi ultrapassado pela primeira vez em 4 de outubro (5.856, correspondentes a 5,7 novos casos por 10 mil habitantes).

Recentemente, registou-se outra vez um aumento exponencial de novos casos de infeção numa semana, com valores acima dos 10 mil a partir de 14 de outubro, registando-se na quarta-feira o valor mais elevado até ao momento: 16.247 novos casos em sete dias o que dá 15,8 novos casos por 10 mil habitantes.

Em 18 de outubro, data da última atualização de dados do INE sobre os municípios, existiam no país 98,9 casos confirmados de infeção por 10 mil habitantes e em 34 destes, o número de novos casos foi superior à média nacional em 34 municípios.

Segundo o INE “a expressão da pandemia continua a ser caracterizada por uma elevada heterogeneidade territorial”

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 41,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.245 pessoas dos 109.541 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

LUSA/HN

Pedro Sanchez alerta que número real de casos em Espanha ultrapassa os três milhões

Pedro Sanchez alerta que número real de casos em Espanha ultrapassa os três milhões

Numa declaração institucional desde o Palácio da Moncloa, em Madrid, Pedro Sánchez classificou como “grave” a evolução da pandemia em Espanha.

A contagem oficial de infetados ultrapassou um milhão de casos na última quarta-feira, mas, segundo Sánchez, estudos de seroprevalência desenvolvidos por instituições publicas com especialistas científicos indicam que “o número real de pessoas que foram infetadas supera os três milhões”.

Pedro Sánchez não atualizou a informação sobre o número de mortes que, segundo dados de quinta-feira, ascendem a 34.521 mortes desde o início da pandemia.

LUSA/HN