Reduz o número de novos casos e diagnósticos tardios por VIH em Portugal

1 de Dezembro 2020

De acordo com o relatório “Infeção VIH e SIDA em Portugal – 2020” conduzido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o número de doentes com VIH diminuiu 30% em 2019. O número de diagnósticos tardios reduziu ligeiramente, havendo registo de 197 mortes das quais 46,2% tinham atingido o estádio SIDA.

Os dados obtidos entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2019 dão conta de 778 novos casos, menos 331 doentes do que em 2018. Além da redução no número anual de novos diagnósticos de infeção, em 2019 destaca-se também uma percentagem de diagnósticos tardios inferior a 50%. O relatório indica a percentagem de diagnósticos tardios passou de 54,4% em 2018 para 49,7%, “o que demonstra o esforço que tem sido feito para diagnosticar mais e mais precocemente”.

Cerca de 69% dos novos casos de infeção por VIH registaram-se em homens (2,3 casos por cada caso comunicado em mulheres) e a mediana das idades à data do diagnóstico foi de 38 anos. Em 24,1% dos novos casos, os indivíduos tinham idade igual ou superior a 50 anos.

Embora a transmissão heterossexual se mantenha como a mais frequente, os casos em Homens que têm Sexo com Homens (HSH) constituíram a maioria dos novos diagnósticos em homens (56,7%).

No que diz respeito à área de residência, 50,4% dos indivíduos residiam na Área Metropolitana de Lisboa (13,7 casos/100 mil habitantes) e a região do Algarve apresentou a segunda taxa mais elevada de diagnósticos (13,5 casos/100 mil habitantes). No período em análise, não foi notificado nenhum caso de transmissão de VIH em crianças.

Relativamente aos óbitos, foram comunicados 197 óbitos em doentes infetados por VIH durante o ano de 2019, sendo que em 46,2% destes casos as pessoas já tinham atingido o estádio SIDA.

Analisando os dados acumulados, até 31 de dezembro de 2019 foram identificados em Portugal 61.433 casos de infeção por VIH, dos quais 22.835 atingiram o estádio de SIDA. Entre 2009 e 2018 registou-se uma redução de 47% no número de novos casos de infeção por VIH e de 65% em novos casos de SIDA.

Para a obtenção de melhores resultados com impacto no diagnóstico precoce, importa reforçar e manter as respostas comunitárias, estimular o alargamento da realização do teste rápido nas farmácias comunitárias a outras regiões do país, divulgar as diferentes opções para a realização do rastreio, incluindo a disponibilidade do autoteste e promover a literacia da população e dos profissionais de saúde. Iniciativas como a “Cidades na via rápida para acabar com a epidemia de VIH” são fundamentais na prossecução dos objetivos traçados.

PR/HN/Vaishaly Camões

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