Aumento de casos em Portugal é temporário e não corresponde a crescimento explosivo

13 de Janeiro 2021

O aumento no número de casos de infeção por Covid-19 em Portugal é temporário mas, de acordo com os especialistas em ciência de dados da NOVA Information Management School (NOVA IMS), não corresponde a uma situação de crescimento explosivo.

Já os internamentos deverão continuar a subir até ao final de janeiro esperando-se nessa data um total de 6.400 internados, dos quais cerca de 900 internados em cuidados intensivos.

“O atual aumento do nível de novos casos deverá retomar o movimento descendente no espaço de 10 dias. O pico da incidência (novos casos) deverá acontecer em torno de 21 de janeiro, com valores abaixo dos dez mil casos. Após esta data, a incidência deverá retomar o curso de descida observado antes do Natal. No final de janeiro a incidência deverá ser inferior a nove mil casos diários”, explica Pedro Simões Coelho, professor catedrático da NOVA IMS e coordenador do modelo Covid-19 Insights.

O dashboard Covid-19 Insights uma plataforma que disponibiliza e analisa informação referente à pandemia e aos seus impactos, com recurso a métodos analíticos avançados, que resulta da parceria entre a COTEC Portugal e a NOVA IMS.

As previsões do modelo apontam ainda para a possibilidade de ocorrência de 2.600 mortes adicionais até ao final do mês, altura em que o total de vítimas mortais, desde o início da pandemia, deverá ultrapassar as dez mil.

Os modelos do dashboard Covid-19 Insights incluem também, entre outros, os dados relativos à mobilidade dos portugueses e aos efeitos esperados do novo confinamento. Pedro Simões Coelho nota que “desde o início do ano, a população retomou e até intensificou o nível de autorrestrição à mobilidade que se observava antes do natal”. Na última sexta-feira, a deslocação a locais de retalho e diversão era cerca de 10% inferior à verificada a 18 de dezembro. Comparando as mesmas datas observa-se que a utilização de transportes públicos era igualmente cerca de 11% inferior e que a presença em zonas residenciais cresceu 3%. Apenas a presença em locais de trabalho permanece largamente inalterada desde o início de outubro, mostrando que não existe crescimento significativo do teletrabalho.

PR/HN/João Marques

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