Pedro Sánchez anuncia que Espanha enviará excedente de vacina a países onde sejam necessárias

19 de Janeiro 2021

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou esta terça-feira a aprovação do Plano de Acesso Universal à Vacinação Solidária, que pretende enviar a outros países vacinas contra a Covid-19 que não são necessárias em Espanha.

O anúncio foi feito por Sánchez hoje, no conselho executivo da Organização Mundial do Turismo, afirmando que “a pobreza ou o nível de rendimento não podem ser um obstáculo à vacinação”.

Prevendo que restam ainda meses difíceis na luta contra o novo coronavírus, mas encorajando a “olhar para o futuro com esperança”, o chefe do governo de Espanha disse que “só uma vacinação maciça pode abrir o caminho de volta à normalidade que tanto almejamos”.

Sanchéz referiu que o Plano de Acesso Universal à Vacinação Solidária foi aprovado pelo Conselho de Ministros espanhol e lembrou que Espanha trabalha para imunizar a população tanto no nível nacional como no internacional.

Este plano de vacinação, elaborado em conjunto pelos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde, terá como grupos prioritários a população refugiada, deslocada ou em busca de asilo nos países em desenvolvimento, priorizando países menos desenvolvidos com difícil acesso a doses suficientes de vacinas, ou países parceiros da cooperação espanhola que não tenham acesso garantido às vacinas para os 20% da população prioritária.

As doações serão feitas via Covax (Fundo de Acesso Global para Vacinas Covid-19), que será o mecanismo de distribuição da vacina; através do mecanismo de doação da UE, bem como de organizações multilaterais e regionais, entre outros, de acordo com a ministra porta-voz, María Jesús Montero.

Na conferência de imprensa hoje após o Conselho de Ministros, María Jesús Montero, detalhou que o objetivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a vacina chegue ao pessoal de saúde e às populações vulneráveis em todo o mundo, mais de 1.500 milhões de pessoas, das quais 260 milhões em África e 130 milhões na América Latina e Caraíbas.

Segundo María Jesús Montero, a União Europeia (UE) considerou canalizar 5% das vacinas adquiridas para contextos humanitários “sem prejuízo da população local”.

O primeiro-ministro referiu que no âmbito nacional se irá “avançar com a vacinação ao mais alto nível possível” até se atingir 70% da população no final do verão, o que, na sua opinião, permitirá que a Espanha “esteja mais bem preparada para receber turistas”.

LUSA/HN

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