Hospital de São Tomé e Príncipe sem capacidade para receber pacientes

22 de Setembro 2021

As autoridades são-tomenses anunciaram na terça-feira que o principal Hospital do país já "não tem capacidade para receber mais pacientes" que são agora transferidos para uma unidade hoteleira adaptada, enquanto decorre a recuperação do antigo Hospital de Monte Café.

“O Hospital Central Ayres Menezes particularmente na ala do assintomático respiratório já não tem capacidade para receber mais pacientes. Daí que os pacientes estão sendo, desde ontem [segunda-feira], transferidos para o Hotel Miramar e posteriormente conduzidos a uma das alas do antigo Hospital Monte Café”, revelou ontem o Ministério da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, que tutela interinamente a pasta da Saúde, através de uma publicação no Facebook.

A publicação esclarece que a Ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Ivete Lima, assume interinamente a pasta da Saúde em substituição do Ministro da Saúde, Edgar Neves, que, segundo apurou a Lusa, encontra-se de férias no estrangeiro.

Agora na linha da frente na luta contra a Covid-19, Ivete Lima, reuniu-se, segunda-feira, com os representantes da Ordem dos Médicos e dos sindicatos dos médicos e dos enfermeiros para “colher as suas contribuições afim de apoiar o Governo nas medidas, visando debelar os efeitos da pandemia no país”, lê-se na publicação do referido ministério.

Além disso, segundo a publicação, a Ministra da Justiça analisou com os representantes do setor da saúde a “recusa de vacina de covid-19 por parte do pessoal da saúde, o aumento de casos nesta terceira vaga de covid-19”, bem como “a massificação da vacina contra covid-19” e “o recrutamento de enfermeiros, médicos, pessoal de saúde reformado para reforçar a equipa de vacinação contra covid-19” no país.

O Ministério da Justiça refere que o bastonário da ordem dos médicos, Celso Matos, assegurou que estão a ser realizadas ações “para o controlo da doença sobretudo a preparação para a vacinação em massa”, enquanto o representante do Ministério da Saúde, Ito Bandeira, “anunciou a existência de muitos técnicos infetados”.

LUSA/HN

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