Alvito e Cuba são os dois concelhos do país em risco extremo

8 de Outubro 2021

Portugal tem esta sexta-feira dois concelhos em risco extremo de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, Alvito e Cuba, mais um em relação à semana anterior, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

O risco extremo de infeção verifica-se quando um concelho tem uma incidência cumulativa a 14 dias acima dos 960 casos de infeção por 100 mil habitantes.

No boletim da passada sexta-feira, dia em que são comunicados os valores dos concelhos, Alcoutim era o único nessa lista, tendo saído entretanto. O novo relatório das autoridades revela que está agora neste patamar o concelho de Alvito com 2.391 casos e Cuba com 968 casos.

A análise é referente à incidência cumulativa a 14 dias entre 23 de setembro e 06 de outubro.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Em risco muito elevado, ou seja, com uma incidência de entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes, estão quatro concelhos, mais dois em relação à semana anterior: Alcoutim (674) Arganil (819), Beja (519) e Ferreira do Alentejo (602).

Entre ao 240 e os 479,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias o boletim relata a existência de 16 concelhos nessas condições.

Segundo o boletim, entre os 120 e os 239,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias estão 50 concelhos, menos 13 do que na semana anterior.

A crescer está a lista dos concelhos com zero casos de infeção. Nesta situação estão 39 dos 308 concelhos, mais sete em relação ao relatório da sexta-feira passada.

Portugal registou hoje mais 841 casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 e oito mortes associadas à Covid-19, assim como uma diminuição no número de internamentos, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico da DGS divulgado hoje, estão internadas 332 pessoas, menos 21 do que na quinta-feira, das quais 52 em cuidados intensivos, menos cinco nas últimas 24 horas.

Entre as oito pessoas que morreram, seis tinham mais de 80 anos, uma pertencia à faixa etária entre os 70 e os 79 anos e uma entre os 40 e os 49 anos.

As mortes ocorreram na região de Lisboa (3), na região Norte (2), na região Centro (2) e no Alentejo (1).

A taxa de incidência de infeções com SARS-CoV-2 nos últimos 14 dias voltou hoje a descer, fixando-se agora nos 86,5 casos por 100 mil habitantes a nível nacional, mas o índice de transmissibilidade (Rt) registou uma subida.

Segundo o boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulgado hoje, a nível nacional a taxa de incidência desceu de 90,5 para 86,5. Em Portugal continental, este indicador desceu dos 90,5 casos e infeção para 86,7.

O Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – registou uma subida relativamente aos valores registados desde o início da semana, passando a nível nacional de 0,91 para 0,92 e em Portugal de 0,90 para 0,91.

Portugal mantém-se na zona verde da matriz de risco.

Os dados do Rt e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias – indicadores que compõem a matriz de risco de acompanhamento da pandemia – são atualizados pelas autoridades de saúde à segunda-feira, à quarta-feira e à sexta-feira.

A Covid-19 provocou pelo menos 4.830.270 mortes em todo o mundo, entre mais de 236,66 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.027 pessoas e foram contabilizados 1.074.109 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

LUSA/HN

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