São Tomé inicia vacinação de adolescentes para evitar propagação nas escolas

18 de Janeiro 2022

O Governo são-tomense iniciou na segunda-feira a vacinação contra a Covid-19 nas escolas para milhares de adolescentes dos 12 aos 17 anos “para evitar que as escolas se tornem foco de propagação desta doença”.

“A vacinação das nossas crianças e adolescente revela-se de enorme importância no âmbito dos esforços de resposta à este flagelo que nas últimas semanas atingiu números jamais vistos no país, com uma vaga sem precedentes de novas contaminações e mortes de pessoas de todas as idades,” destacou a ministra da Educação e Ensino Superior, Julieta Rodrigues.

Segundo a ministra da Educação, o objetivo é de “tudo fazer para que ninguém fique de fora da imunização” e evitar que as “escolas se tornem num foco de propagação desta doença”.

O ministro da Saúde, Edgar Neves, realçou que nas últimas duas semanas, mais de mil pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus, representando um aumento exponencial de casos e mortes – incluindo de duas crianças – causados pela variante Ómicron que foi detetada no país em finais de dezembro.

Edgar Neves afirmou que “perante a gravidade da situação, é preciso tomar medidas para conter a propagação do vírus”, realçando a importância da vacinação “para evitar mais mortes e contaminação” das crianças.

 “Tomamos esta decisão com conhecimento de causa e também cientes que cada um de nós, esteja aonde estiver, se sinta na obrigação de assegurar que todo o cidadão nacional ou estrangeiro residente no nosso país, deve responder a esta medida destinada a proteger a todos”, precisou o ministro da Saúde.

A ministra da Educação e o ministro da Saúde apelaram aos pais e encarregados de educação para permitirem que as suas crianças sejam vacinadas, garantindo que equipas móveis “vão percorrer todas as escolas do país para vacinar os estudantes dos 12 aos 17 anos”.

Na semana passada o Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, defendeu “a aceleração da vacina e de testagem” da população como “condição necessária” para controlar a pandemia, face ao aumento de casos que colocou o país em alto risco de contaminação.

“Devemos continuar a envidar todos os esforços no reforço da capacidade logística de transporte e armazenamento das vacinas e na massificação dos testes, facilitando assim a expansão do plano de vacinação e o controlo dos internamentos derivados da pandemia”, defendeu Carlos Vila Nova, na abertura da reunião de alto nível sobre a covid-19, realizada na quinta-feira, na Presidência da República.

São Tomé e Príncipe administrou até ao momento 15.0613 doses de vacina – 88.937 pessoas têm a primeira dose, 61.024 têm o esquema vacinal completo e 652 pessoas receberam a terceira dose.

Segundo o boletim diário divulgado ontem pelo Ministério da Saúde há 1.438 pessoas sob vigilância médica e nas últimas 24 horas foram registadas 44 novas infeções pelo SARS-CoV-2, sendo 43 na ilha de São Tomé e uma na ilha do Príncipe.

LUSA/HN

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