Israel com o maior número de sempre de pessoas internadas em estado grave

6 de Fevereiro 2022

Mais de 1.200 doentes com Covid-19 estão hospitalizados em estado grave em Israel, o número mais elevado desde o início da pandemia, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde israelitas.

Apesar deste dado, a taxa de infeções provocadas pela variante Ómicron, que se propaga rapidamente, está a diminuir progressivamente.

Nos últimos dias, a taxa de transmissibilidade (número médio de pessoas a quem cada pessoa infetada transmite o vírus) tem vindo a diminuir, situando-se agora em 0,88.

De acordo com os dados, citados pela agência de notícias espanhola Efe, estão 1.229 pessoas internadas em estado crítico, enquanto as novas infeções confirmadas durante a última semana atingiram praticamente as 400 mil.

Do início ao fim de novembro de 2021, a vaga de Ómicron infetou mais de dois milhões de israelitas e cerca de 900 pessoas morreram, numa média de uma morte por cada 2.000 casos confirmados, um número mais baixo do que nas ondas anteriores, segundo as autoridades de saúde.

Na sexta-feira, o Governo aprovou medidas para aliviar os requisitos para a exibição do “passe verde” (certificado de vacinação), sendo que a partir de segunda-feira os israelitas deixarão de precisar dele para entrar em ginásios, cinemas ou hotéis.

Atualmente, o “passe verde” é válido para todos os recuperados da Covid-19, para quem tem o esquema vacinal completo nos últimos quatro meses e os que receberam a terceira ou a quarta dose de reforço da vacina contra a Covid-19.

No entanto, este documento continuará a ser necessário para entrar em locais onde possa haver um maior risco de contágio, como salas de eventos ou discotecas.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.710.711 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 20.171 pessoas e foram contabilizados 2.884.540 casos de infeção, segundo dados de hoje da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

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