Investigadores da Nova SBE apresentam projetos na área da saúde

9 de Fevereiro 2022

A preocupação com o aumento da despesa pública na saúde, subida do custo dos medicamentos e os desafios na aceitação das vacinas, levou investigadores e docentes da Nova SBE a desenvolver um conjunto de projetos na área da saúde. No evento híbrido "Press Preview da Nova SBE", foram apresentados dois projetos de investigação em saúde e salientadas as principais conclusões. 

A sessão de abertura ficou marcada pelas palavras de Daniel Taça, Reitor e Docente de Economia na NOVA SBE. Numa curta intervenção, o responsável fez questão de salientar o forte compromisso da instituição no desenvolvimento de projetos “com impacto nacional e internacional” em áreas como: Investigação, Gestão, Finanças e Economia.

“Queremos que aquilo que façamos tenha impacto a nível nacional e pelo mundo fora”, começa por referir o dirigente da NOVA SBE. No entanto, admite que para poder formar verdadeiros “líderes de gestão”, é necessário que estes sejam “verdadeiros humanistas”. Por este motivo, Daniel Taça garante que existe, por parte da instituição, uma forte preocupação em preparar, capacitar motivar jovens “a ter ideias que tenham impacto no mundo”.

No evento híbrido foram apresentados os Projetos-Chave Institucionais e os Projetos-Chave de Investigação nas mais diversas áreas. Nesta segunda parte do Press Preview 2021/2022, foram abordados dois projetos desenvolvidos por professores e investigadores na área da saúde. O primeiro trabalho esteve focado no aumento da despesa pública em saúde explicado pela subida de custos com tecnologias e medicamentos. O segundo, quis avaliar como é que o uso do telefone promove a aceitação da vacina anti-Covid.

Foi Miguel Ferreira, Presidente do Conselho Científico da NOVA SBE, a quem coube a responsabilidade de avançar com uma breve introdução sobre o que é esperado este ano na área da Investigação. O dirigente reforçou que a faculdade tem como objetivo “contribuir com ciência, evidência e factos para um debate público mais informado”.

Na área da saúde, o projeto “Avaliação de Políticas de Saúde e Política de Medicamento” foi o primeiro a ser apresentado. Eduardo Costa, Nova SBE Health Economics & Management Knowledge Center, arrancou a apresentação com a preocupação dos especialistas sobre o aumento da despesa em saúde. “Sabemos que a despesa em saúde e a sua subida coloca preocupações em termos de sustentabilidade em termos das finanças públicas”.

O especialista diz que estes aumentos são explicados pelo “grande peso da inovação da tecnologia e dos novos medicamentos”. Atendendo a este fenómeno, a Nova SBE realizou vários projetos investigação para compreender as dinâmicas competitivas das empresas farmacêuticas, estudar os incentivos económicos no desenvolvimento de novos antibióticos, bem como analisar os mecanismos de regulação de preços.

Eduardo Costa admite já foram desenvolvidas avaliações sobre o consumo de medicamentos em Portugal, combinando essa informação a preços e comparticipações. “Em 2017 foi feita uma alteração no sistema de preços que tinha como objetivo reduzir a despesa pública dos medicamentos, forçando as empresas farmacêuticas a reduzirem os seus preços. A nossa análise mostrou que para aqueles medicamentos que são sujeitos a a pouca competição, verificou-se o efeito inverso. Ou seja, este medicamentos acabaram por aumentar os seus preços e, portanto, aquelas poupanças que conseguimos obter, em termos da redução de despesa com comparticipação por parte do Estado, acabou por ser explicada não por uma redução do preço dos medicamentos, mas sim por um aumento da despesa direta feita pelas famílias”.

Os resultados dos estudos neste campo permitiram, assim, concluir que “o principal determinante dos preços dos medicamentos em Portugal acaba por estar relacionado com o preço máximo que é regulado e não tanto com as dinâmicas de competição”.

Na sessão foi também apresentado o projeto “Vamos ligar! Usar o telefone para aumentar a aceitação das vacinas Covid-19”. De acordo com Alex Armand, NOVA SBE NOVAFRICA Kowledge Center, começou com referir que em pesquisas anteriores foi observado que “há uma grande variabilidade na aceitação das vacinas em países de baixo e médio rendimento”, sendo que estes desafios estão associados à “informação, confianças nas instituições e na difusão de fakes news“.

Neste sentido, a NOVA SBE quis verificar de que forma a transmissão de mensagens ao telefone podem para aumentar a aceitação das vacinas Covid-19 em Moçambique.

De acordo com Alex Armand, foram transmitidas três mensagens principais à população moçambicana.

A primeira mensagem, apelidada de ‘endorsement’, era uma mensagem que continha informação “simples e credível sobre a vacinação” (como o risco de não estar vacinado, mas também os benefícios da vacinas); a segunda mensagem fazia um apelo ao ‘social memory’, onde eram relembrados aos indivíduos “casos de sucesso sobre os efeitos das campanhas de vacinação anteriores” e a terceira mensagem foi baseada no conceito de ‘inoculação contra as fake news‘.

Este projeto permitiu concluir que nos sítios em que a informação foi passada de forma mais completa, com interação entre o emissor e o recetor, houve um aumento de 30% na aceitação da vacina.

No Press Preview da NOVA SBE foram apresentados, quer pelos responsáveis pelas áreas mais institucionais da escola, como pelos Knowledge Centers da Nova SBE vários projetos de Educação, Ambiente, Data Science, Política Económicas, Novafrica, Behavior Lab, Leadership for Impact, Gestão & Economia e Finanças.

HN/Vaishaly Camões

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