Autoridades chinesas preparam plano de intervenção para prevenir recurso ao aborto

11 de Fevereiro 2022

A agência de planeamento familiar da China disse esta sexta-feira que irá “intervir” para reduzir o recurso ao aborto por parte de mulheres solteiras e para promover os valores tradicionais, de forma a reverter a queda na taxa de natalidade.

Num plano sobre as principais iniciativas para este ano, a Associação de Planeamento Familiar da China disse que a “intervenção” para reduzir o número de abortos visa “melhorar a saúde reprodutiva”.

O mesmo órgão informou que vai ser criada uma equipa para projetos de educação e comunicação nesta área.

Não é claro, até ao momento, como a agência chinesa poderá vir a intervir nas situações de interrupção voluntária da gravidez.

O plano também engloba um programa piloto de saúde pública para incentivar os chineses a terem mais de um filho.

A China, nação mais populosa do mundo, com cerca de 1.400 milhões de habitantes, aboliu, em 2016, a política de “um casal, um filho”, pondo fim a um rígido controlo da natalidade que durava desde 1980.

Em maio do ano passado passou a permitir que os casais tenham até três filhos.

O país enfrenta uma potencial crise demográfica, à medida que a taxa de natalidade caiu mais rápido do que o previsto, apesar do fim da política do filho único.

Muitos jovens chineses estão impedidos de ter mais filhos, devido aos custos e à pressão de criá-los, além das preocupações com a falta de apoios ao nível de creches e do acesso a cuidados médicos.

De acordo com este plano, a associação de planeamento familiar quer enfrentar o problema através de esforços para promover uma cultura familiar “positiva” de casamento e de filhos múltiplos, através de programas de educação ou melhores cuidados para as crianças.

Os programas de educação também irão enfatizar os valores familiares tradicionais e os cuidados comunitários para idosos vulneráveis.

LUSA/HN

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